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Assírio & Alvim - Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2012 para Almeida Faria‏


Prémio será entregue a 2 de março, em Coimbra
 
No âmbito do Prémio Literário Fundação Inês de Castro, atribuído na sua edição de 2012 a Maria do Rosário Pedreira, o júri decidiu ainda distinguir a obra de Almeida Faria com o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2012. A cerimónia de entrega do prémio terá lugar em Coimbra, na Quinta das Lágrimas, no dia 2 de março de 2013, e será presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Dr. Jorge Barreto Xavier.
O júri desta edição do prémio foi composto por José Carlos Seabra Pereira (presidente), Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. Em anos anteriores foram já distinguidas com o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro as obras de Urbano Tavares Rodrigues (2007), António Osório (2008), Manuel Alegre (2009), Vasco Graça Moura (2010) e Fernando Echevarría (2011). De Almeida Faria a Assírio & Alvim publicou já Rumor Branco e A Paixão, que chega hoje às livrarias nacionais. Em 2013 publicará ainda Cortes e, em 2014, Lusitânia e Cavaleiro Andante.


Sobre o Autor
Nasceu em 1943. Aos dezanove anos publicou o seu primeiro e premiado romance, Rumor Branco. Além de romancista, é autor de ensaios, contos, teatro. Mais recentemente publicou, a partir de um conto seu, o libreto para a cantata de Luís Tinoco Os Passeios do Sonhador Solitário; e O Murmúrio do Mundo, relato ensaístico de uma viagem à Índia.
Os seus romances receberam diversos prémios, estão traduzidos em muitas línguas, são estudados nos mais variados países e sobre eles há livros e teses universitárias. Fez numerosas conferências em universidades europeias, norte-americanas e brasileiras e tem artigos publicados em português, espanhol, francês, italiano, neerlandês, alemão, dinamarquês e sueco. Ao conjunto da sua obra foi atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora, o Prémio Universidade de Coimbra e, agora, o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2012.

Assírio & Alvim - Janeiro (Novidades)

 
Título: A Paixão
Autor: Almeida Faria
Páginas: 224
PVP: 13,90 €
 
 O regresso da Tetralogia Lusitana, em edições profundamente revistas pelo autor 
 
 
 
 


«Ler Almeida Faria é regressar, de outro modo, a Yoknapatawpha, a criação de William Faulkner para o implacável sul, essa paisagem de morte, infortúnio, exasperação e declínio. A Paixão é a reinvenção desse sul povoado de vozes que se sucedem e se contaminam. Não é por acaso que a stream of consciousness de Piedade anuncia a de João Carlos que anuncia a de Arminda que anuncia a da Mãe que anuncia a de André que anuncia a de Francisco que anuncia a de Jó que anuncia a de Tiago que anuncia a de Moisés que anuncia a de Estela, e assim sempre, com alguns sobressaltos e descontinuidades, num vórtice cruzado de tempos, qualia, experiência. Yoknapatawpha densamente povoada, cingida a uma duração que parece transbordar como negra densidade do tempo: «Manhã», «Tarde», «Noite». Ler Almeida Faria é compreender como só a palavra poderá fazer do espaço tempo, numa modulação do humano que é, afinal, uma lógica do sensível e do concreto em que as ideias são ideias do corpo, ideias no corpo, e em que o brilho metafísico do mundo é devolvido, como um eco sem origem ou cuja origem não poderá sequer ser ponderada. Tudo acaba em morte, mas também em ressurreição, a ressurreição do que não tem nome, ainda. A Paixão será porventura a mais espessa cortina de linguagem que a literatura portuguesa terá produzido na segunda metade do século XX. Podemos dizer, quase nostalgicamente, que já foi grande a escrita em português.» Luís Quintais

Algumas páginas: aqui

O Autor

 Nasceu em 1943. Aos dezanove anos publicou o seu primeiro e premiado romance, Rumor Branco.
Além de romancista, é autor de ensaios, contos, teatro.
Mais recentemente publicou, a partir de um conto seu, o libreto para a cantata de Luís Tinoco Os Passeios do Sonhador Solitário; e O Murmúrio do Mundo, relato ensaístico de uma viagem à Índia.
Os seus romances receberam diversos prémios, estão traduzidos em muitas línguas, são estudados nos mais variados países e sobre eles há livros e teses universitárias. Fez numerosas conferências em universidades europeias, norte-americanas e brasileiras e tem artigos publicados em português, espanhol, francês, italiano, neerlandês, alemão, dinamarquês e sueco. Ao conjunto da sua obra foi atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora e o Prémio Universidade de Coimbra.



Titulo: O Estado do Bosque
Autor: José Tolentino Mendonça
Páginas: 72
PVP: 10,00 €

O regresso de José Tolentino Mendonça ao teatro, com encenação de Luís Miguel Cintra
 
 
 
 
 
 
Após Perdoar Helena José Tolentino Mendonça regressa ao teatro com uma nova peça onde interagem cinco personagens: 3 homens e 2 mulheres. John Wolf, o guia da floresta; 2 caminhantes: Peter Weil (meia idade) e Jacob (mais novo). E duas mulheres: a jovem Viviane Mars e o Destino.

Peter: Qual é o sentido do trilho?
John Wolf:Não sei. Cada trilho conduz a mais do que um sentido.

Esta peça estará em cena, de 7 a 24 de fevereiro de 2013, no Teatro do Bairro Alto, com encenação de Luís Miguel Cintra. Já no dia 19 de janeiro o Teatro da Cornucópia inicia um pequeno ciclo de programação em torno desta peça, com o título «O Nome de Deus». 
 
Um dia os homens deixarão os aviões, os transatlânticos,
 os comboios de alta velocidade, os automóveis
 para regressar aos caminhos do bosque.
 
 
Primeiras páginas: aqui
Mais informações sobre a estreia da peça: aqui
 
O Autor

 Poeta, sacerdote e professor, José Tolentino Mendonça nasceu em 1965, na Ilha da Madeira. Doutorou-se em Teologia Bíblica, em Roma, e vive atualmente em Lisboa. Entre outras responsabilidades é docente na Universidade Católica Portuguesa, dirige o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e a revista Didaskalia.
Tem publicado diversos livros de poesia, ensaio e teatro na Assírio & Alvim, e colaborado em muitos outros como tradutor e/ou organizador. Para José Tolentino Mendonça, «A poesia é a arte de resistir ao seu tempo».
A sua obra tem sido galardoada com diversos prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia e o Prémio Pen Clube de Ensaio.

Assírio & Alvim - Homenagem a Manuel António Pina


 
Homenagem a Manuel António Pina e lançamento das edições mais recentes da Assírio & Alvim no dia do seu aniversário 
 
 
Decorrerá no próximo domingo, dia 18 de novembro, um ciclo de homenagem a Manuel António Pina no Museu Nacional da Imprensa, com o título A Luz das Palavras. Para além da inauguração de uma exposição com o mesmo título, onde serão contempladas as facetas de jornalista, escritor e poeta de Manuel António Pina, serão também lançados nessa ocasião o inédito Aniki-Bóbó, um ensaio sobre o filme homónimo de Manoel de Oliveira, a reedição de O Pássaro da Cabeça e o livro de Ana Folhadela, A Princesa e a Loba, entre outras atividades. A partir das 16:00. Pode consultar mais informação aqui




Titulo: Aniki-Bóbó
Autor: Manuel António Pina
Páginas: 96
PVP: 10,00 €

Sinopse
 Primeira longa-metragem e primeiro filme de ficção de Manoel de Oliveira, é hoje, apesar de incompreendido à época da estreia em 1942, um clássico absoluto do cinema português e uma obra ímpar na cinematografia mundial. Interpretado por crianças, história de adultos transposta para o universo da infância, este filme profundamente poético, cuja singularidade se sobrepõe sem contestação às afinidades estéticas que a crítica por vezes lhe atribuiu (por exemplo com o neorrealismo italiano que todavia lhe é posterior), encontra em Manuel António Pina, poeta e autor de literatura infantil, o seu mais sensível olhar. Manuel António Pina, um dos nomes maiores das letras portuguesas contemporâneas, Prémio Camões 2011, escreveu este livro até agora inédito por encomenda do British Film Institute para uma coleção sobre os melhores filmes de sempre comemorativa do centenário do cinema.



Titulo: O Pássaro da Cabeça
Autor: Manuel António Pina
Imagens: Ilda David’
Páginas: 60
PVP: 13,00 €

Sinopse
O Pássaro da Cabeça foi publicado em 1.ª edição em 1983 (A Regra do Jogo, Lisboa), e nele se reúnem diversos poemas infantis do autor, incluindo alguns publicados em outros livros seus, como Gigões & Anantes e O Têpluquê e Outras Histórias. A presente edição é enriquecida com imagens da pintora Ilda David’.
Este livro integra as Metas Curriculares de Português para o Ensino Básico, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos — Lista de obras e textos para leitura orientada, 5.º Ano.




Titulo: A Princesa e a Loba
Autor: Ana Folhadela
Desenhos: Luiz Darocha
Páginas: 48
PVP: 8,00 €

Sinopse
 Uma das propostas das VII Olímpiadas da Leitura, A Princesa e a Loba reúne, para além do conto infantil que lhe dá o nome, dois outros — Despertar e Viagem ao Arquivo Morto, ilustrados pelo artista plástico Luiz Darocha. Como diz Álvaro Magalhães, embora este livro nos surja «com as roupagens de um livro para os mais novos, pertence a essa estirpe de textos que são para todas as idades, já que, por um lado, satisfaz a necessidade de prazer dos leitores mais jovens, e, por outro, também permite que os adultos aí encontrem razões para o seu prazer.»


A Autora


Ana Folhadela nasceu em 1974. Licenciada em Direito, foi magistrada e trabalha, atualmente na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, em Vila Nova de Gaia. Para além deste livro publicou alguns contos no semanário Expresso.

Assírio & Alvim - Novos livros da Assírio & Alvim reforçam aposta na melhor literatura nacional




Chegam às livrarias nacionais, no próximo dia 25 de outubro, livros de Eugénio de Andrade, Al Berto, Almeida Faria e Sérgio Godinho.
O início da coleção Obras de Eugénio de Andrade na Assírio é marcado pela publicação de dois volumes: Primeiros Poemas · As Mãos e os Frutos · Os Amantes sem Dinheiro e As Palavras Interditas · Até Amanhã, magnificamente prefaciados, respetivamente, pelos poetas Gastão Cruz e Nuno Júdice. Este são os dois primeiros títulos da obra canónica de Eugénio de Andrade, tal como a fixou em vida. Poeta maior do século XX português, para muitos o maior, este projeto editorial irá repor no mercado, com o maior rigor e dignidade, toda a sua obra.
De Al Berto chegam-nos os seus Diários. Neste volume são publicados sete diários inéditos do poeta, escritos entre 1982 e 1997, ano da sua morte. Com organização a cargo de Golgona Anghel este é um livro fascinante que, mais do que constituir uma janela para a vida pessoal e íntima do poeta, representa um testemunho fulgurante sobre a sua escrita e sobre o seu processo criativo.
50 anos após a sua primeira publicação, é também com enorme orgulho que apresentamos agora Rumor Branco, de Almeida Faria, em edição profundamente revista. Como diz Pedro Mexia: «Nem gratuito nem ensimesmado, Rumor Branco desmultiplica-se em perspetivas agudas, do melodrama lisboeta à boémia parisiense, passando pela militância política ativa e pelo proverbial enfado dos burgueses cultos; no essencial, a sua visão é feérica, espectral, e em várias passagens o fio narrativo cede lugar a digressões poéticas soturnas. Portugal como assombração, como assombro. E uma literatura nova nos escombros de um mundo antigo».
Nos próximos dois anos publicaremos ainda, de Almeida Faria, A Paixão, Cortes, Lusitânia e Cavaleiro Andante.
Finalmente, é com grande satisfação que apresentamos 60 Canções — Partituras, Letras, Cifras, de Sérgio Godinho: um livro que não se limita a publicar algumas das suas melhores letras mas que reproduz também as respetivas músicas, em pautas cuidadosamente preparadas por João Cabrita e que serão seguramente um excelente recurso para todos aqueles, iniciantes e iniciados, que as queiram tocar.



Colecção Obras de Eugénio de Andrade

A edição de um poeta luminoso

Chegam às livrarias no dia 25 de outubro os primeiros dois volumes da colecção Obras de Eugénio de Andrade, que marcam a entrada deste poeta maior no catálogo da Assírio & Alvim. Para assinalar este evento o «Porto de Encontro» promove uma sessão de homenagem a um dos nomes incontornáveis da poesia portuguesa do século XX, que se realizará no próximo dia 28 de outubro, às 17 horas, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.
Durante uma hora e meia, Ana Maria Moura, Miguel Moura, António Barbedo, Bernardo Pinto de Almeida e Miguel Veiga vão recordar o percurso de Eugénio de Andrade, autor de obras marcantes como As Mãos e os Frutos, Os Sulcos da Sede e O Sal da Língua.
A 11.ª sessão do ciclo literário «Porto de Encontro» contará ainda com a participação especial dos declamadores Ana Celeste Ferreira e José Carlos Tinoco. 

Esta iniciativa está também a ser divulgada em:
www.facebook.com/portodeencontro


 

Título: Primeiros Poemas · As Mãos e os Frutos · Os Amantes sem Dinheiro
Autor: Eugénio de Andrade 
Páginas: 112
PVP: 12,00 €
Edição: brochada





 A obra do autor inicia-se em 1942 com Adolescente, livro que acaba por renegar, tal como Pureza, de 1945. Desses dois livros faz mais tarde uma breve seleção intitulada Primeiros Poemas, que integra a presente edição.
As Mãos e os Frutos é publicado em 1948 tendo merecido críticas elogiosas de Vitorino Nemésio, Jorge de Sena e Eduardo Lourenço, entre outros. Dois anos mais tarde, Eugénio publica Os Amantes sem Dinheiro, um livro notável e central na sua obra poética.

Nos teus dedos nasceram horizontes
e aves verdes vieram desvairadas
beber neles julgando serem fontes.

«A poesia de Eugénio de Andrade criou, para dele falar, uma linguagem que é, simultaneamente, simples e espessa, eufórica e trágica, direta e metafórica. A sábia dosagem destes elementos afastou-a completamente dos perigos de uma aproximação excessiva do real prosaico e vulgar que tem inquinado tanta pretensa poesia, dita do quotidiano e “da experiência”, e avessa à metáfora.» Gastão Cruz

Algumas páginas AQUI





Título: As Palavras Interditas · Até Amanhã
Autor:
Eugénio de Andrade
Páginas: 72
PVP: 10€
Edição: brochada


 


O presente volume prossegue a publicação da obra canónica de Eugénio de Andrade, tal como o poeta a estabeleceu em vida. Integra os livros As Palavras Interditas, publicado pela primeira vez em 1951, e Até Amanhã, de 1956.

«As Palavras Interditas e Até Amanhã são livros em que se encontra, praticamente em cada poema, aquilo que fez, e faz, de Eugénio de Andrade o mais luminoso e claro dos nossos poetas do século XX.»  Nuno Júdice

Algumas páginas AQUI


Sobre o Autor 


Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de Janeiro de 1923 no Fundão. Em 1947 ingressou na função pública, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais, e em 1950 fixou residência no Porto. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de actividade poética.
Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro. Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001.



 Os Diários Inéditos de Al Berto
 
Um vislumbre sobre a vida e obra do autor, na primeira pessoa


Título: Diários
Autor: Al Berto
Organização: Golgona Anghel
Páginas: 592
PVP: 22€
Edição: brochada


 


Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem indicações quanto à edição dos diários, Al Berto alimentava o corpo dos cadernos com notas e esboços, acreditando, por vezes, que esse devir-obra da sua própria vida pudesse ganhar uma dimensão diferente, uma outra força, outra leitura se ponderasse a sua publicação.
Decidimos agora, de acordo com a vontade dos herdeiros legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados. Nestes Diários sobressai o registo diário de algo que servia para um uso pessoal e íntimo. Estamos perante um corpus que se expõe a si mesmo, que se dá no ritmo efervescente da criação mas também na sua fragilidade, na dúvida.

«Preciso com a máxima urgência de escrever, sobretudo não parar de escrever, não para substituir o livro que me escapa, que se desligou de mim, mas porque me é impossível não criar, não escrever, ou ficar siderado perante o vazio que o livro deixou. Não acredito no génio, acredito, sim, na necessidade, na urgência, na ânsia de me manter por um fio entre a queda final e o precário equilíbrio das palavras.» Al Berto

Algumas páginas AQUI
 
 Sobre o Autor

 
  Alberto Raposo Pidwell Tavares nasceu a 11 de Janeiro de 1948, em Coimbra, e faleceu a 13 de Junho de 1997, em Lisboa. Tendo vivido até à adolescência em Sines, exilou-se, entre 1967 e 1975, em Bruxelas, dedicando-se, entre outras actividades, ao estudo de Belas-Artes.
Embora tenha inicialmente seguido uma estética surrealizante de temática erótica, em O Anjo Mudo (1993) funde prosa e poesia, exprime intertextualidades, numa viagem marginal e purificadora. A sua obra poética encontra-se coligida em O Medo, edição Assírio & Alvim.

  
 

Rumor Branco de Almeida Faria

Reedição profundamente revista cinquenta anos depois da sua primeira edição


Título: Rumor Branco
Autor:
Almeida Faria
Páginas:
160
PVP:
12, 90€
Edição:
brochada
    
Lançamento: Fnac do Chiado 8 de novembro pelas 19h00

 


«Mais «romance novo» do que nouveau roman, Rumor Branco é uma representação do mundo português de 1962 enquanto náusea. E no entanto, a polémica que à época identificou Almeida Faria como delfim do  “existencialismo” (em resposta ao astuto prefácio de Vergílio Ferreira), agitou o vão fantasma das “angústias metafísicas” onde havia, na verdade, um novíssimo e torturado realismo, uma denúncia de um quotidiano opressivo, repugnante.
Mas é a linguagem, antes de mais, que se revolta: a fragmentação, a pontuação escassa, a sintaxe ousada, uma partitura dissonante e ofegante de provérbios, palavras de ordem, neologismos, clichés. Uma música pós-musical, como a de Stockhausen, a que o título alude. Na década mais moderna do romance português, o jovem escritor de dezanove anos recusava uma ficção didática, previsível e de fundo otimista. Eduardo Lourenço chamou-lhe uma “literatura desenvolta”, que vale tanto pelo que consegue como por aquilo que recusa. Nem gratuito nem ensimesmado, Rumor Branco desmultiplica-se em perspetivas agudas, do  melodrama lisboeta à boémia parisiense, passando pela militância política ativa e pelo proverbial enfado dos burgueses cultos; no essencial, a sua visão é feérica, espectral, e em várias passagens o fio narrativo cede lugar a digressões poéticas soturnas. Portugal como assombração, como assombro. E uma literatura nova nos escombros de um mundo antigo.»
Pedro Mexia

Algumas páginas AQUI

 
Sobre o Autor


 Nasceu em 1943. Aos dezanove anos publicou o seu primeiro e premiado romance, Rumor Branco.
Além de romancista, é autor de ensaios, contos, teatro. Mais recentemente publicou, a partir de um conto seu, o libreto para a cantata de Luís Tinoco Os Passeios do Sonhador Solitário; e O Murmúrio do Mundo, relato ensaístico de uma viagem à Índia. Os seus romances receberam diversos prémios, estão traduzidos em muitas línguas, são estudados nos mais variados países e sobre eles há livros e teses universitárias. Fez numerosas conferências em universidades europeias, norte-americanas e brasileiras e tem artigos publicados em português, espanhol, francês, italiano, neerlandês, alemão, dinamarquês e sueco. Ao conjunto da sua obra foi atribuído o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora e o Prémio Universidade de Coimbra.

 

60 Canções

Um livro indispensável para conhecer a fundo a música de Sérgio Godinho


Título: 60 Canções
Autor: Sérgio Godinho

Páginas: 248

PVP: 19 € 

Edição: brochada

Lançamento: El Corte Ingles 7 de novembro pelas 18h30

 

«Foi há tantos anos que ainda me lembro: adolescente, eram livros como este que me levaram a experimentar as primeiras (e rudimentares) formas de escrita; e, desde aí, nunca me têm largado. Ou seja, tenho-os à mão e eles têm-me à perna.
O acesso prático aos mecanismos que outros usaram para criar (ou criaram para usar…) nunca deixou de me trazer luzes e dicas importantes, neste ofício intermitente da feitura de canções.
Imitamos, transformamos, inventamos, emperramos e solucionamos, mas nunca a partir do nada – há sempre, num ponto de partida, de percurso ou de chegada, o que nos foi sugerido por outros saberes.
Com livro ou sem livro. Mas é destes manuais que falamos: sabemos como em Portugal, são ainda, infelizmente, aves raras. Começam agora algumas a pousar, e serão cada vez mais bem-vindas.
Que prenda para todos os que praticam estas coisas, ter um dia acesso a toda a música portuguesa (enfim, não exageremos…) neste formato, ou formatos afins. Estatisticamente, o meu contributo passaria a ser muito menor, e eu com isso no maior contentamento.»
Sérgio Godinho

«Ninguém escreve canções como estas em português de Portugal. Em grande medida porque ninguém escreve textos tão trabalhados. Sérgio Godinho usa o verso longo e curto, cultiva referências cultas ou populistas, faz jogo com o gozo da rima. É essa oficina que garante graça e acutilância às canções.» Pedro Mexia, in Público

Uma das pautas AQUI

 
Sobre o Autor

   
 Sérgio Godinho nasceu no Porto, em 1945. Partiu de Portugal com 20 anos, recusando participar na guerra colonial. «Os Sobreviventes», o seu primeiro LP, foi gravado em França em 1971. Também no exílio grava o álbum «Pré-Histórias». Regressa a Portugal após o 25 de Abril, sendo o autor de muitas das canções mais aclamadas no panorama musical português. Publicou na Assírio & Alvim o livro de poesia O Sangue por um Fio e o livro infantil O Pequeno Livro dos Medos.

Assírio & Alvim - Guia de Aves (Novidade)


Titulo: Guia de Aves
Autor: Lars Svensson, Killian Mullarney e Dan Zetterström
Tradução e Revisão Cientifica: Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
Páginas: 448
PVP: 33,00 €
 
Acompanhar o fenómeno  Bird Watching

Há muito aguardado, o Guia de Aves regressa às livrarias mais completo que nunca Informações adicionais.
 
 
 
 O mais completo Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa regressa às livrarias no dia 4 de outubro. Agora numa edição profundamente revista e aumentada, o Guia de Aves é um instrumento essencial para todos os interessados no Bird Watching — uma atividade que move, atualmente, milhares de pessoas de norte a sul do país.
Este Guia disponibiliza toda a informação necessária para identificar qualquer espécie em qualquer época do ano. O texto é detalhado e cobre aspetos do habitat, da área geográfica, da descrição e dos cantos de cada espécie. Inclui mapas de distribuição para as espécies de Portugal e da Europa, com informação rigorosa sobre as áreas de distribuição, de migração e de invernada.
O Guia inclui mais de 3500 ilustrações com todas as plumagens representativas de cada espécie, pintadas pelos melhores artistas de ilustração de aves do mundo. A tradução e a revisão estiveram a cargo de uma equipa técnica da SPEA — Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

Primeiras páginas: AQUI e AQUI


Assírio & Alvim - Setembro (Novidades)


Titulo: Estação Central
Autor: José Tolentino Mendonça
Páginas: 64
PVP: 9,00 €

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sinopse
O mais recente livro de poesia de José Tolentino Mendonça
Reconhecido unanimemente como um dos grandes poetas portugueses da atualidade, José Tolentino Mendonça regressa com Estação Central. Na epígrafe a um dos poemas lemos Dietrich Bonhoeffer: «Deus é impotente e fraco no mundo, e somente assim está connosco e nos ajuda». Compreende-se por isso que «[…] Deus sendo puro deixa-se consumir / com a paixão insultuosa / dos devassos». Esta ambivalência entre a solidão da humanidade e o maravilhoso mistério que a acompanha perpassa as páginas deste livro.

CREDO
atribuído a Yossel Rakover
Creio no sol, mesmo quando não o vejo
Creio no amor, mesmo quando não o abraço
Creio em Deus, mesmo quando Deus se cala

Primeiras páginas AQUI

Sobre o Autor 
 
 Poeta, sacerdote e professor, José Tolentino Mendonça nasceu em 1965, na Ilha da Madeira.
Doutorou-se em Teologia Bíblica, em Roma, e vive atualmente em Lisboa. Entre outras responsabilidades é docente na Universidade Católica Portuguesa, dirige o Secretariado
Nacional da Pastoral da Cultura e a revista Didaskalia.
Tem publicado diversos livros de poesia, ensaio e teatro na Assírio & Alvim, e colaborado em muitos outros como tradutor e/ou organizador. Para José Tolentino Mendonça, «A poesia é a arte de resistir ao seu tempo».
A sua obra tem sido galardoada com diversos prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia e o Prémio Pen Clube de Ensaio.





Titulo: O Concerto Interior — evocações de um poeta
Autor: António Osório
Páginas: 136
PVP: 12,00 €

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sinopse
As admiráveis evocações de um poeta
«As recordações são acompanhadas aqui de poemas. Não se trata de uma antologia — a poesia procurou sempre tornar mais clara a minha vida, e a prosa revela a verdade dos versos e das pessoas invocadas. As duas, lado a lado, buscam o encanto de caminharem juntas e de se completarem. Falta acrescentar que o mistério da existência — procurei-o sempre descobrir ao longo da vida — é o das quatro estações. Porque será que a velha glicínia segue o ritmo das jovens roseiras, essas lindas raparigas? E porque luzem na hora certa, como as constelações? De tudo resulta um concerto interior, preenchendo a alma e tornando-a digna de voltar.»
António Osório

«E em cada poema, em cada texto, é o sentido do mundo que procura, o lado fraterno da existência, como se pode aferir, página a página, em O Concerto Interior. Concertante deambulação pelas recordações e poemas de um homem que nunca deixou de procurar entender o mistério das quatro estações. Em fundo talvez Vivaldi, reverberação constante dos seus dias.»
Maria Leonor Nunes, JL 19/09/2012
 
 Primeiras páginas AQUI
 
Sobre o Autor 
 
 Nasceu em Setúbal em 1933, filho de pai português e mãe italiana. Poeta e ensaísta é licenciado em Direito, exercendo atividade como advogado em Lisboa. Foi bastonário da Ordem dos Advogados e presidente da Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente.
Pertence, desde 1999, à Academia de Ciências de Lisboa, secção de Letras. Tem sido unanimemente considerado pela crítica como uma das vozes mais consistentes da poesia portuguesa contemporânea.






 Titulo: Teoria da Heteronímia
Autor: Fernando Pessoa
Organização: Richard Zenith e Fernando Cabral Martins
Páginas: 384
PVP: 18,00 €

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sinopse
Um livro fundamental para compreender uma das facetas mais marcantes da obra pessoana «Caímos na armadilha. Fomos, realmente, burlados, como foram burlados os seus amigos para quem ele preparou, de peito feito, a grande “palhaçada” dos seus heterónimos.» O parecer, publicado em 1951, é do primeiro biógrafo de Fernando Pessoa. Embora João Gaspar Simões muito admirasse o poeta, considerava os heterónimos uma blague e a obra feita em seu nome um «ciclo mistificador». No entanto, para muitos especialistas e leitores, a heteronímia é a chave que permite apreciar devidamente a obra e o génio do poeta. A presente edição reúne textos de Fernando Pessoa — prosa, poesia e alguns projetos — que de algum modo incidem sobre o tema da heteronímia, enquanto procedimento literário e como modo de estar no mundo. Um prefácio analisa e contextualiza o fenómeno, enquanto uma Tábua de heterónimos e outros autores fictícios descreve as aptidões e a atividade literária de 106 «colaboradores» de Pessoa, alguns dos quais revelados nesta edição pela primeira vez.
 
«Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não. Para criar, destruí-me. Tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena nua onde passam vários atores representando várias peças.»
Fernando Pessoa
 
Primeiras páginas AQUI