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O Plano Infinito

Isabel Allende

















Gregory Reeves é um «gringo» que parece navegar pelo mar da marginalidade dos «hispanos» da Califórnia. Do seu pai, um doutor em ciências divinas que durante a Segunda Guerra Mundial percorreu todos os Estados Unidos a bordo de um camião, herdou esse «plano infinito», convertido numa pesquisa pessoal que o conduz através da pobreza, do activismo político, da revolução sexual e dos traumas da guerra do Vietname. Tudo inscrito num relato harmonioso e de grande intensidade argumental, que proporciona uma visão panorâmica da sociedade norte-americana da segunda metade do século XX.

Opinião:
Excelente como todos os livros da autora que li até agora.
No "Plano Infinito" ninguém é perfeito. As personagens são reais, com defeitos e virtudes. Fazem muitas vezes escolhas erradas ignorando que são essas mesmas escolhas que os afastam da tão desejada felicidade. Através de uma sucessão de erros e acertos que percorrem largas décadas, um a um, todos encontram o seu "Plano Infinito".

A Casa dos Espíritos

Isabel Allende



Um best-seller e um sucesso da crítica na Europa e na América Latina, A Casa dos Espíritos é um épico magnífico à família Trueba - os seus amores, as suas ambições, as suas buscas espirituais, as suas relações e a sua participação na história do seu tempo, uma história que se torna destino e que os surpreende a todos.
Começa - no virar do século, num país da América do Sul sem nome - na casa de infância da mulher que se tornará a mãe e a avó do clã, Clara del Valle. Uma rapariga de coração bondoso e hipersensível, Clara foi distinguida desde tenra idade com capacidades telepáticas - consegue ler a sorte, mover objectos como se tivessem vida própria e prevê o futuro. A seguir à morte misteriosa da sua irmã, Rosa a Bela, Clara fica muda durante nove anos, resistindo a todas as tentativas para a fazer falar. Quando quebra o silêncio é para anunciar que se irá casar em breve.
O seu futuro marido é Esteban Trueba, um homem severo e obstinado, dado a acessos de raiva e assombrado por uma profunda solidão. Aos trinta e cinco anos regressa à capital para visitar a sua mãe moribunda e encontrar uma esposa. Foi em tempos o noivo de Rosa e a sua morte marcou-o tão profundamente como a Clara. Ele é o homem que Clara previu que se iria tornar seu marido. Por seu lado, Esteban irá conceber uma paixão por Clara que durará o resto da sua longa e rancorosa vida.
Acompanhamos este casal logo que se mudam para uma casa extravagante que ele constrói para ela, uma estrutura que todos chamam de "a casa grande da esquina", que cedo é povoada pelos amigos espiritualistas de Clara, artistas que patrocina, os casos de caridade pelos quais se interessa, pelos camaradas políticos de Esteban e, acima de tudo, pelas crianças: Blanca, uma rapariga prática e retraída que irá manter, para fúria do seu pai, uma relação para a vida com o filho do seu capataz; e os gémeos, Jaime e Nicolás, o primeiro solitário e taciturno, que se torna médico dos pobres e desafortunados e o segundo um playboy, um diletante das religiões orientais e das disciplinas míticas, e na terceira geração a filha de Blanca, Alba (a família não irá reconhecer o verdadeiro pai durante anos, tão grande é a fúria de Esteban), uma criança que irá ser acarinhada, mimada e educada por todos eles.
Por toda a sua boa sorte, pelos seus talentos naturais (e sobrenaturais), pelos fortes laços que os unem uns aos outros, os habitantes da "casa grande da esquina" não são imunes às grandes forças do mundo. Ao bater do século XX, à medida que Esteban se torna mais cortante na sua oposição ao comunismo, à medida que Jaime se torna amigo e confidente do líder socialista conhecido como "O Candidato", à medida que Alba se apaixona por um estudante radical, os Truebas tornam-se actores - e vítimas - numa trágica série de eventos que dá a A Casa dos Espíritos uma ressonância e significado mais profundos.
Esta é a realização suprema deste romance esplêndido que nos faz sentir membros desta grande, apaixonada (e, por vezes exasperante) família, a quem nos ligamos como se da nossa própria família se tratasse.
No panorama da actual literatura hispano-americana, nenhum nome de mulher tinha conseguido até agora ocupar um lugar cimeiro. Faltava pois uma romancista. A impecável desenvoltura estilística, a lucidez histórica e social e a coerência estética, patentes em A Casa dos Espíritos fazem do primeiro romance de Isabel, um livro inesquecível.

Baudolino

Umberto Eco



Na zona do baixo Piemonte onde, anos depois, virá a surgir Alexandria, Baudolino, um pequeno camponês fantasioso e aldrabão, conquista o imperador Frederico Barbarroxa e torna-se seu filho adoptivo. Baudolino vai fabulando e inventando mas, quase por milagre, tudo o que imagina produz História.
Assim, entre outras coisas, constrói a mítica epístola do Prestes João, que prometia ao Ocidente um reino fabuloso, no longínquo Oriente, governado por um rei cristão, que abalou a fantasia de muitos viajantes sucessivos, incluindo Marco Polo…
Baudolino cresce, nasce Alexandria e anos depois, Frederico, levado pela invenção de Baudolino, com o pretexto de uma cruzada, põe-se a caminho para devolver a Prestes João a relíquia mais preciosa da cristandade. Morrerá durante a viagem, em circunstâncias misteriosas que só Baudolino nos desvenda, mas o seu afilhado prossegue a viagem para esse reino longuínquo, pelo meio dos monstros que habitaram os bestiários da Idade Média, de mirabolantes peripécias, e uma delicada história de amor com a mais singular de todas as filhas de Eva.
Contada a Niceta Coniates, historiados bizantino, enquanto Constantinopla arde e é saqueada, a história reserva ainda algumas surpresas porque, ao falar com Niceta, Baudolino compreende factos que ainda não tinha percebido, donde resulta um final realmente inesperado.
Aventura picaresca, romance histórico em que surgem em germe os problemas da Itália contemporânea, história de um crime impossível, conto fantástico, teatro de invenções linguísticas hilariantes, este livro celebra a força do mito e da utopia…

«Baudolino é uma sumptuosa ecografia, um delicioso fresco sobre a vida da abadia, os labirintos, as heresias, a necromântica, o riso, a pobreza, os segredos da biblioteca. A carta do mítico Prestes João é bem a criação por antonomásia a que Baudolino dará dignidade "oficial", porventura a invenção mais feliz deste livro.»
Jornal de Letras

«Se Baudolino se tornar tão popular como Guilherme de Baskerville e Adso, os protagonistas de O Nome da Rosa, os leitores de Eco conversarão tão facilmente sobre o século XII e Frederico Barbarroxa como discutem sobre a programação televisiva.»
Expresso

«A partir do imaginário do seu protagonista, Eco cria uma narração leve e hilariante, em que nada é absurdo, que narra os acontecimentos históricos como aventuras de um grande romance picaresco.»
Público

A Cidade Perdida

James Rollins



A extraordinária primeira aventura da Força SIGMA.
Numa noite de tempestade, a restauradora Safia al-Maaz é acordada por uma explosão terrível. Minutos depois, um telefonema confirma-lhe o pior: a Galeria Kensigton do Museu Britânico, da qual ela é a principal responsável, foi destruída.
A estranha explosão teve origem numa estátua milenar, aparentemente normal, mas após uma investigação descobre-se no seu interior um coração de metal com uma inscrição em Sabeo, a antiga língua dos povoadores da Arábia: Ubar é o nome da mítica cidade das mil colunas, a capital da rainha de Sabá, que desapareceu sob a areia há milhares de anos, devido ao seu orgulho e opulência. Safia, acompanhada pela sua amiga Kara Kensigton e pelo explorador e aventureiro Omaha Dunn, parte para Omã com a intenção de resolver o mistério, mas o coração é apenas o primeiro obstáculo numa cadeia de pistas e indicações que conduzem às portas de Ubar. Para o conseguirem têm de agir com rapidez, já que brevemente irão descobrir que não são os únicos interessados em averiguar o que se esconde por baixo da areia.
Assim começa uma corrida impiedosa, da qual só uma das partes pode sair vencedora…

«Rollins escreve com inteligência, clareza e um refrescante sentido de humor.»
Kirkus Reviews

«[os fãs] já sabem que podem contar com uma história que se desenrola de maneira divertida, a alta velocidade, cheia de suspense... Rollins oferece-nos fantásticos contos de acção e aventura.»
Booklist

Bonjour Tristesse

Françoise Sagan



O romance BonjourTristesse surpreendeu toda a gente pelo seu apuro formal e a sua solidez narrativa, situando-o na tradição do romance psicológico francês.
A sua prosa contida, seca e austera faz lembrar a dos maiores nomes da literatura francesa. No entanto, dentro dos limites da forma clássica, Françoise Sagan expressa um amoralismo e um tédio precoce em relação a um mundo com que muitos dos seus leitores se identificaram. Fortemente influenciada pelas primeiras obras de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Sagan criou personagens cujas vidas são marcadas pela solidão, por um sentido agudo da passagem do tempo e especialmente pelo tédio. A sua ocupação principal é a busca do prazer, mas são continuamente decepcionadas pelo carácter efémero de todos os prazeres, de todas as relações humanas. Evitando qualquer tipo de grandiloquência, Françoise Sagan apresenta em Bonjour Tristesse uma visão da realidade que é fundamentalmente crua e descomprometida.
Em 1953, aos 18 anos de idade, a jovem que viria a ser conhecida como Françoise Sagan foi reprovada em exames prestados na Sorbonne, em Paris. Durante as férias de Verão daquele ano, refazendo-se da frustração, passou várias semanas a escrever o seu primeiro romance, Bonjour Tristesse, publicado em 1954.
O livro fez um sucesso extraordinário, e a autora, cercada de enorme publicidade, transformou-se em uma espécie de porta-voz de uma geração entediada e desiludida de jovens franceses do pós-guerra. O livro, de facto, embora tenha a sua trama situada na Riviera francesa, ecoa o estado de espírito das caves parisienses, onde se praticava o «comportamento existencialista».
O lançamento da edição americana em 1955 ampliou internacionalmente o sucesso do romance, que adquiriu um renome ainda maior ao ser adaptado para o cinema em 1957. Dirigido por Otto Preminger, o elenco do filme era composto por David Niven, Deborah Kerr e Jean Seberg.

Difel - O Mapa dos Ossos

James Rollins




Desapareceram as misteriosas relíquias bíblicas da Catedral de Colónia. Espiões sem escrúpulos foram enviados pelo Vaticano para investigar. Uma secular e mortífera cabala religiosa é despoletada. Um arrebatador thriller de ambiente histórico e religioso.

Quando um grupo de paroquianos é queimado até à morte numa catedral alemã, os Estados Unidos enviam a força SIGMA para apurar o que aconteceu. A tragédia é mais do que um caso de homicídio; alguém roubou o valioso tesouro que estava guardado no relicário de ouro da catedral: as ossadas dos magos bíblicos, os lendários Três Reis.
O comandante Gray Pierce lidera a equipa de caça à Corte do Dragão, uma fraternidade clandestina de aristocratas alquimistas que remonta à Idade Média e que procura estabelecer uma nova ordem mundial usando para isso os míticos ossos.
A equipa da SIGMA segue um labirinto de pistas que a leva das catedrais góticas europeias aos vestígios das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e também a um local místico onde a ciência e a religião se unem para vencer uma ameaça nunca vista desde o início de todos os tempos.

Retrato a Sépia

Isabel Allende



Retrato a Sépia fecha uma espécie de trilogia que atravessa 200 anos da história do Chile e as memórias pessoais da autora, iniciada com A Casa dos Espíritos e continuada com Filha da Fortuna, fazendo como que uma ponte entre estes dois, já que a acção se desenrola entre 1860 e 1910.
Aurora nasceu em São Francisco, Califórnia, em finais do século XIX. Aí viveu e cresceu confortavelmente com a avó, Paulina del Valle, até que, por volta dos trinta anos, decidiu partir à procura do seu passado. E muitas vezes são as fotografias, que ela tanto amava, que a ajudam a descobrir a realidade. Com a história do Chile como pano de fundo, a narrativa avança, feita de paixões e ódios, traições e mortes, viagens, descobertas. As mulheres lutam pelos direitos que não querem dar-lhes, os amores muitas vezes são contrariados, os homens acabam numa imagem difusa, uma lembrança.



"Diz que cada livro seu é uma história que cresce dentro dela como um filho, nasce com o seu esforço e dedicação, e depois deixa de lhe pertencer. Retrato a Sépia é mais um anunciado best-seller de Isabel Allende, o último elo da trilogia com que atravessa duzentos anos de história do Chile." 
Público, suplemento "Mil Folhas"