Ansiosa por começar a ler!
Gosto particularmente destas edições da Relógio d'Água, sobretudo esta que é de capa dura. A imagem também é linda! :)
Já alguém leu? O que acharam?
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O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde
«Basil Hallward é aquilo que eu penso de mim; Lord Henry, o que o mundo
pensa de mim; Dorian é o que eu gostaria de ser noutra época, talvez.»
Esta afirmação de Oscar Wilde tem validado muitas das interpretações
autobiográficas que se fazem de O Retrato de Dorian Gray. Alguns
críticos, não satisfeitos com o desdobramento do autor nas três
principais personagens masculinas da obra, empenharam-se em lê-la como
um roman à clef. Lançaram-se numa caça aos originais de Dorian Gray e
Basil Hallward entre o círculo de amigos de Oscar Wilde, tomando o
romance por aquilo que Wilde explicitamente pretendia que não fosse: uma
imitação da vida
Meridiano de Sangue
Cormac McCarthy
Meridiano de Sangue baseia-se em acontecimentos históricos ocorridos na fronteira entre os EUA e o México em meados do séc. XIX. O autor subverte as convenções do romance e a mitologia do «Oeste Selvagem» para narrar a violência da expansão americana, através da personagem do juiz Holden, que nunca dorme, gosta de dançar, viola crianças dos dois sexos e afirma que não há-de morrer.
Meridiano de Sangue baseia-se em acontecimentos históricos ocorridos na fronteira entre os EUA e o México em meados do séc. XIX. O autor subverte as convenções do romance e a mitologia do «Oeste Selvagem» para narrar a violência da expansão americana, através da personagem do juiz Holden, que nunca dorme, gosta de dançar, viola crianças dos dois sexos e afirma que não há-de morrer.
Críticas de imprensa
“Meridiano de Sangue... é claramente, a meu ver, o maior feito estético da literatura americana contemporânea.”
The New York Observer
“O estilo de McCarthy segue a melhor tradição sulista, um estilo que funde uma eloquência ousada com ritmos intricados e uma precisão extrema.”
The New York Observer
“O estilo de McCarthy segue a melhor tradição sulista, um estilo que funde uma eloquência ousada com ritmos intricados e uma precisão extrema.”
The New York Times
Reviver o Passado Em Brideshead
Evelyn Waugh
O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, Reviver o Passado em Brideshead, recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.
«I have been here before...»
O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, Reviver o Passado em Brideshead, recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.
Moby Dick
Herman Melville
Mas Ahab, quando se dirige à tripulação apelando para que o ajudem na sua demanda vingativa de caçar e matar a invencível Moby Dick, a branca baleia-leviatã, consegue reunir todos à sua volta, incluindo Starbuck, o relutante primeiro-oficial. Independentemente do grau da sua culpa (a escolha da tripulação era livre, ainda que apenas a recusa geral pudesse detê-lo), é melhor pensar no capitao do Pequod como num protagonista trágico, muito próximo de Macbeth e do Satanás de Milton. Na sua obsessão visionária, Ahab tem em si algo de quixotesco, apesar da sua dureza não ter nada em comum com o espírito de jogo do Quixote.
Harold Bloom, em Moby Dick de Herman Melville
Harold Bloom, em Moby Dick de Herman Melville
Pela Estrada Fora - O Rolo Original
Jack Kerouac
Chamam-lhe a celebração da amizade.
Sal Paradise tem 50 dólares no bolso e sai de casa sem dia para voltar. Sal Paradise não é personagem ficcional, antes o nome que Jack Kerouac decidiu dar a si mesmo num romance inaugural. Não o primeiro que escreveu mas aquele que mais viria a influenciar uma geração.
Sal não é ficção, nem tampouco On the Road, o livro em cujas páginas Sal deixa Nova Iorque rumo a Denver à procura de Dean Moriarty companheiro de uma viagem interminável onde encontram Carlo Marx e Old Bull. Outros nomes para outras tantas personagens de verdade que compõem, com Kerouac, o núcleo duro da Beat Generation.
Era o início de um longo périplo que, na edição portuguesa da Relógio d'Água, se chama Pela Estrada Fora. Escrito em apenas três semanas, em 1951, enquanto Kerouac vivia com a sua segunda mulher, Joan Haverty. Dactilografou Pela Estrada Fora num longo rolo de papel, feito com folhas de quatro metros coladas umas às outras, sem margens, a um espaço e sem parágrafos e, contrariamente ao que se afirmou na época, garante que não usou qualquer espécie de estimulantes durante o processo criativo.
Pela Estrada Fora seria publicado pela primeira vez em Abril de 1957. Fez agora 50 anos, número redondo que ajuda a recuperar para a actualidade um dos livros míticos da história da literatura e faz de 2007 um ano Kerouac. Um livro que antes de ser publicado mereceu o seguinte comentário de Truman Capote, escritor contemporâneo de Kerouac: "Isso não é escrever, é fazer historiografia". E o insulto valeria a publicação pela Viking Press, em 1957.
Que livro é este? É sobretudo autobiografia, memória até à fronteira em que essa se aproxima da ficção, da invenção, no limite do estado de consciência. É a descoberta de uma certa América, a do pós-guerra, por dois amigos. Uma viagem em estradas secundárias nas quais o relógio não conta. Só contam os encontros. Com vagabundos, bêbados em bares perdidos e conversas intermináveis regadas a cerveja, fumadas a marijuana, ao ritmo da boleia, ao som do jazz de Nova Orleães, com os trabalhadores da Califórnia mexicana e os músicos de São Francisco.
É a América costa a costa, expressão tantas vezes repetida e tornada roteiro de aventureiros pós-Kerouac, mas raramente entrando no turbilhão de vozes e emoções e discussões e esse "sem tempo" que tornam a cartografia de Pela Estrada Fora, acima de tudo, uma cartografia intelectual.
O livro, relato livre de uma experiência feito numa linguagem sem tabus, resulta de uma verdadeira viagem pessoal pela geografia americana que demorou cerca de dez anos. Quando foi publicado torna-se de imediato um sucesso editorial e o seu autor ícone de uma geração de gente inquieta como ele, que o olha como mentor e o nomeia seu porta-voz.
Kerouac tinha 35 anos, era famoso e a fama assustou-o. Pelo vazio, haveria de confessar.
É a América costa a costa, expressão tantas vezes repetida e tornada roteiro de aventureiros pós-Kerouac, mas raramente entrando no turbilhão de vozes e emoções e discussões e esse "sem tempo" que tornam a cartografia de Pela Estrada Fora, acima de tudo, uma cartografia intelectual.
O livro, relato livre de uma experiência feito numa linguagem sem tabus, resulta de uma verdadeira viagem pessoal pela geografia americana que demorou cerca de dez anos. Quando foi publicado torna-se de imediato um sucesso editorial e o seu autor ícone de uma geração de gente inquieta como ele, que o olha como mentor e o nomeia seu porta-voz.
Kerouac tinha 35 anos, era famoso e a fama assustou-o. Pelo vazio, haveria de confessar.
«Para as adolescentes, ele foi o poeta louco, o primeiro amor que nunca esqueceram, com a sua conversa sobre boleias em comboios de carga e carros, estrada fora. Kerouac criou um herói de estilo moderno em Pela Estrada Fora; inventou a Geração Beat, originou um estilo de viver e um estilo de escrever.»
The Guardian
The Guardian
Fontes: http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=984864&page=-1
David Copperfield
Charles Dickens
"David Copperfield" conta-nos a aventura de um rapaz, desde a infância infeliz até à descoberta da sua verdadeira vocação, a de romancista. Entre os fantásticos personagens do livro estão o seu padrasto, o senhor Murdstone; Steerforth, o brilhante mas desprezível colega de escola; a formidável tia Betsey Trotwood; o humilde e traiçoeiro Uriah Heep; a frívola e encantadora Dora; e ainda Micawber, uma das maiores criações cómicas da literatura de todos os tempos.
Em David Copperfield, romance considerado por Dickens como o seu favorito, o autor baseou-se na sua própria experiência para criar um mundo de tragédia e comédia, ingenuidade e desilusão.
"David Copperfield" conta-nos a aventura de um rapaz, desde a infância infeliz até à descoberta da sua verdadeira vocação, a de romancista. Entre os fantásticos personagens do livro estão o seu padrasto, o senhor Murdstone; Steerforth, o brilhante mas desprezível colega de escola; a formidável tia Betsey Trotwood; o humilde e traiçoeiro Uriah Heep; a frívola e encantadora Dora; e ainda Micawber, uma das maiores criações cómicas da literatura de todos os tempos.
Em David Copperfield, romance considerado por Dickens como o seu favorito, o autor baseou-se na sua própria experiência para criar um mundo de tragédia e comédia, ingenuidade e desilusão.
Middlemarch
George Eliot
"Middlemarch" (1871-72) é o mais importante romance saído do período vitoriano. Nele, George Eliot aborda todos os temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, carácter, sociedade e relações humanas.
Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância).
Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância).
«"Middlemarch" é a sua [de George Eliot] mais subtil análise da imaginação moral, possivelmente a mais subtil que alguma vez foi conseguida na prosa de ficção.»
«George Eliot, tal como Emily Dickinson ou Blake, e tal como Shakespeare, repensou tudo para si mesma de uma ponta a outra. Ela é o romancista como pensador (não como filósofo), e frequentemente deturpamo-la porque menosprezamos a força cognitiva que ela traz às suas perspectivas.»
«O romance canónico, no verão da sua existência, pode ter atingido o seu Sublime em Middlemarch, cujo efeito sobre os leitores se mantém “incalculavelmente difusivo”.»
Harold Bloom
Harold Bloom
Anna Karénina
Lev Tolstoi
«Anna Karénina morre no mundo do romance; mas cada vez que lemos o livro ela ressuscita, e mesmo depois de o termos acabado adquire outra vida na nossa recordação. Em cada personagem literária existe algo da Fénix imortal. Através das vidas perduráveis das suas personagens, a própria existência de Tolstoi teve a sua eternidade.»
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski
«Embora seja uma das maiores histórias de amor da literatura mundial, Anna Karénina não é apenas um romance de aventura. Verdadeiramente interessado por temas morais, Tolstoi era um eterno preocupado com questões que são importantes para a humanidade em todas as épocas. Bom, há uma questão moral em Anna Karénina, embora não aquela que o leitor habitual possa crer que seja. Esta moral não é certamente o ter cometido adultério, Anna pagou por isso (num sentido vago pode dizer-se que é esta a moral do final de Madame Bovary). Não é isto, seguramente, por razões óbvias: se Anna ficasse com Karenin e escondesse do mundo o seu affair, não pagaria por isso primeiro com a felicidade e depois com a própria vida. Anna não foi castigada pelo seu pecado (podia muito bem ter-se safado deste) nem por violar as convenções da sociedade, muito temporais como aliás são todas as convenções e sem ter nada a ver com as eternas exigências da moralidade. Qual era então a «mensagem» moral que Tolstoi queria passar neste romance? Entendemo-la melhor se olharmos o resto do livro e compararmos a história de Lévin e Kiti com a de Vronski e Anna. O casamento de Lévin é baseado num conceito metafísico, não apenas físico, do amor, na boa-vontade e no sacrifício, no respeito mútuo. A aliança Anna-Vronski é fundada apenas no amor carnal e é aqui que reside a sua ruína.»
Do Posfácio, de Vladimir Nabokov
Do Posfácio, de Vladimir Nabokov
Críticas de imprensa
"A personagem de Anna extrapola as páginas e é, ainda hoje, uma espécie de heroína de personalidade nobre cujo destino foi sempre condenado: casou com um homem que não amava e que lhe foi imposto por terceiros e conformou-se com a ideia até ao dia em que foi arrebatada por uma paixão incontrolável. Não conseguindo manter o seu romance escondido por muito tempo, Karénina definha por dentro e por fora, arrastando-nos com ela."
Teresa d’Ornellas
Pensamentos
Oscar Wilde
«Possuo os gostos mais simples», comentou certa vez Oscar Wilde, «fico sempre satisfeito com o melhor.»
Neste livro os leitores irão encontrar uma selecção de comentários de Oscar Wilde sobre arte, natureza humana, moral, sociedade, política, história e vários outros temas. Epigramas, aforismos e citações — retirados das várias peças de Wilde, dos seus ensaios, romances e ainda de conversas, artigos e cartas — configuram um pensamento sofisticado sob uma aparência paradoxal, divertida ou provocadora.
Como escreveu J. L. Borges: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparo num facto de que os seus admiradores não parecem sequer ter suspeitado: o facto comprovado e elementar de que Wilde quase sempre tem razão (…) Oscar Wilde é um desses escritores privilegiados que existem sem necessitarem de aprovação dos críticos, nem sequer dos leitores. O prazer que retiramos da sua companhia é irresistível e constante.»
Fonte: .http://relogiodaguaeditores.blogspot.com/
África Minha
Karen Blixen (sob o pseudónimo de Isak Dinesen)

‘Quando era rapariguinha estava bem longe de pensar ir um dia para África, e nem sonhava sequer que uma quinta em África fosse um lugar em que poderia sentir-me perfeitamente feliz’’.
Karen Blixen Karen Blixen partiu para o Quénia, em 1914, para dirigir uma plantação de café. Em 1931, a falência do projecto, levou-a a regressar à Dinamarca onde escreveu um livro relatando as suas experiências.
‘‘África Minha’’ é uma celebração da sua vida no Quénia, dos amores que aí teve, da sua solícita amizade com os povos da região e da relação com a paisagem e os animais. Uma obra que termina com uma enorme sensação de perda e que é uma das mais belas narrativas sobre África.
África Minha foi transposto para o cinema em 1986 por Sidney Pollack e acabou por vencer sete Óscares da Academia.
Karen Blixen Karen Blixen partiu para o Quénia, em 1914, para dirigir uma plantação de café. Em 1931, a falência do projecto, levou-a a regressar à Dinamarca onde escreveu um livro relatando as suas experiências.
‘‘África Minha’’ é uma celebração da sua vida no Quénia, dos amores que aí teve, da sua solícita amizade com os povos da região e da relação com a paisagem e os animais. Uma obra que termina com uma enorme sensação de perda e que é uma das mais belas narrativas sobre África.
África Minha foi transposto para o cinema em 1986 por Sidney Pollack e acabou por vencer sete Óscares da Academia.
“Quando se sobrevoam os planaltos africanos, desfruta-se de um panorama deslumbrante: extraordinárias combinações e cambiantes de luz e de cor, o arco-íris sobre a terra muito verde banhada de sol, nuvens gigantescas acasteladas e grandes tempestades selvagens e negras giram em nosso redor numa dança ou numa louca corrida. Aguaceiros violentos cortam obliquamente o ar. Não existem palavras para descrever esta experiência e, com o tempo, ter-se-ão de inventar novos vocábulos para a descrever.”
in “Africa Minha” de Karen Blixen [Relógio D’Água]
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