Foi para ti que criei as rosas

Eugénio de Andrade


Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei ás romãs a cor do lume.


Ev'ry Time We Say Goodbye

Natalie Cole

Leva-me Contigo

M.J. Hyland



John Egan possui um talento invulgar: sabe quando as pessoas estão a mentir. Ele espera que um dia esse dom lhe traga fama e fortuna e assegure uma entrada no Guinness Book of World Records, mas, enquanto isso não acontece, tem de enfrentar as tendências destrutivas da sua família afectuosa mas frágil.
Quando os Egan são obrigados a sair da casa onde vivem, no campo, trocando-a por um apartamento de habitação social na cidade de Dublin, John vê-se confrontado com um mundo hostil, onde todas as certezas desaparecem. Mesmo a sua relação com a mãe - com quem tem grande cumplicidade - começa a deteriorar-se. No meio da confusão instalada, John só pode fiar-se numa coisa: a sua capacidade de detecção de mentiras. Mas a obsessão de John com a descoberta da verdade depressa se torna uma fixação violenta e aterrorizadora.
John Egan é perturbante na sua complexidade psicológica: um misto de inocência e raiva ameaçadora. Contado de modo simples e escrito com mestria, Leva-me Contigo proporciona uma leitura intensa e inquietante, narrando uma história singular de amor alucinado. É um livro difícil de esquecer.

Prémio Hawthornden 2007
Prémio Encore 2007
Finalista do Prémio Man Booker 2006

«Este é um romance de grande qualidade (…) Uma história simultaneamente sensível e inquietante, plena de humor contido.»
J. M. COETZEE
 
«Leva-me Contigo é implacável, empolgante e está escrito com uma leveza enganadora. Trata-se de uma obra de um brilhantismo discreto. M. J. Hyland é indubitavelmente uma escritora de grande talento.»
ALI SMITH
 
«Leva-me Contigo, de M. J. Hyland é subtil, intenso e fascinante. Estas são as coisas que vêm à superfície nas famílias comuns, desagregrando-as ou mantendo-as unidas - verdade, traição, amor incondicional e perdão. O livro agarra ferozmente o leitor e não o deixa afastar-se. Hyland é sábia e extraordinariamente talentosa.»
LISA MOORE

A perfect match...

As Vinhas da Ira

John Steinbeck



No resumo da edição portuguesa lê-se: "As Vinhas da Ira é um romance sobre a dignidade humana em condições desesperadas."
É a história de uma família de agricultores de Oklahoma que migram para a Califórnia em busca de trabalho durante a Grande Depressão. Entre 1930 e 1939, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa, e provocaram o êxodo de muitos deles para Oeste, nomeadamente para a Califórnia, em busca de trabalho.
Em As Vinhas da Ira, a família Joad encontra-se nesta viagem à procura de uma nova vida com milhares de migrantes que se deslocam pelos mesmos motivos. Todos em velhos camiões.
E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina.
Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estóica de uma mulher.
As Vinhas da Ira é um marco da literatura norte-americana.