Ansiosa por começar a ler!
Gosto particularmente destas edições da Relógio d'Água, sobretudo esta que é de capa dura. A imagem também é linda! :)
Já alguém leu? O que acharam?
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O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde
«Basil Hallward é aquilo que eu penso de mim; Lord Henry, o que o mundo
pensa de mim; Dorian é o que eu gostaria de ser noutra época, talvez.»
Esta afirmação de Oscar Wilde tem validado muitas das interpretações
autobiográficas que se fazem de O Retrato de Dorian Gray. Alguns
críticos, não satisfeitos com o desdobramento do autor nas três
principais personagens masculinas da obra, empenharam-se em lê-la como
um roman à clef. Lançaram-se numa caça aos originais de Dorian Gray e
Basil Hallward entre o círculo de amigos de Oscar Wilde, tomando o
romance por aquilo que Wilde explicitamente pretendia que não fosse: uma
imitação da vida
Vasto Mar de Sargaços
Jean Rhys
Antoinette Cosway é uma herdeira crioula nascida numa sociedade colonialista e opressiva.
Conhece um jovem inglês que logo se deixa fascinar pela sua sensualidade e beleza, mas depois
do casamento começam a circular estranhos rumores, que o envenenam contra ela. Apanhada
entre as exigências dele e a sua própria sensação de precária pertença, Antoinette é levada à
loucura.
Inspirado pelo livro Jane Eyre, de Charlotte Brontë, tem como cenário a paisagem exótica da Jamaica dos anos 30. Tornou-se um clássico da literatura do século XX e foi adaptado ao cinema.
Inspirado pelo livro Jane Eyre, de Charlotte Brontë, tem como cenário a paisagem exótica da Jamaica dos anos 30. Tornou-se um clássico da literatura do século XX e foi adaptado ao cinema.
Críticas de imprensa
«Uma das obras de génio do século XX»,
Michèle Roberts, autora Bertrand
«Uma das melhores autoras britânicas do século»,
«Uma das melhores autoras britânicas do século»,
A. Alvarez
«Um romance brilhante»,
«Um romance brilhante»,
Rolling Stone
«Um triunfo em termos de ambiente: aquilo a que uma pessoa se sente tentada a chamar ambiente gótico caribenho...Tem uma qualidade quase alucinatória»
«Um triunfo em termos de ambiente: aquilo a que uma pessoa se sente tentada a chamar ambiente gótico caribenho...Tem uma qualidade quase alucinatória»
The New York Times
«Trabalhando com uma gama estilística que vai desde a introspecção temperamental até à elegância formal, a menina Rhys faz-nos viajar na pele de Antoinette»,
«Trabalhando com uma gama estilística que vai desde a introspecção temperamental até à elegância formal, a menina Rhys faz-nos viajar na pele de Antoinette»,
The Nation
A Quinta dos Animais
Geoge Orwell
Esta tradução de Animal Farm recupera o título
original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos
panfletários O Porco Triunfante e – o mais conhecido – O Triunfo dos
Porcos.
À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos
contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a
infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula,
uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de
inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os
ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia
igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância,
«no tempo em que os animais falavam», os vícios de todos nós e as suas
funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É
a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e
as mulheres a comportar-se como animais.
Os Filhos da Meia-Noite
Salman Rushdie
Vencedor do Man Booker Prize 1981
À meia-noite do dia 15
de Agosto de 1947, no momento exacto da independência da Índia do
Império Britânico, nasce em Bombaim Saleem Sinai... A sua vida vai
acompanhar e sofrer todas as convulsões dos primeiros trinta anos de
vida da Índia, incluindo a separação do Paquistão, a guerra
Indo-Paquistanesa e o Estado de Emergência de Indira Ghandi.
Esta obra, o
mais impressionante fresco alguma vez escrito sobre a Índia
contemporânea, conquistou em 1981 o Man Booker Prize, e recebeu em 1993 o
Booker of Bookers, concedido ao melhor de todos os livros galardoados
com o Man Booker Prize nos seus primeiros 25 anos de existência. Em 2008
foi declarado o melhor romance vencedor do Booker de todos os tempos.
Criticas de Imprensa
"Um épico maravilhoso... A prosa de Rushdie oscila
entre duas velocidades, parando em imagens, vistas e personagens com uma
presença inesquecível."
Newsweek
A Trilogia de Nova Iorque
Paul Auster
A Trilogia de Nova Iorque:
Cidade de Vidro, Fantasmas e O Quarto Fechado à Chave, constituem os três andamentos de uma sinfonia única, neste que continua a ser, tantos anos depois, o livro mais emblemático do autor. São três fascinantes histórias de mistério, centradas no submundo de Nova Iorque, em que o leitor, tal como os personagens, se torna prisioneiro dos irresistíveis enredos, dos puzzles alucinantes, em que o autor é mestre incontestado.
Cidade de Vidro, Fantasmas e O Quarto Fechado à Chave, constituem os três andamentos de uma sinfonia única, neste que continua a ser, tantos anos depois, o livro mais emblemático do autor. São três fascinantes histórias de mistério, centradas no submundo de Nova Iorque, em que o leitor, tal como os personagens, se torna prisioneiro dos irresistíveis enredos, dos puzzles alucinantes, em que o autor é mestre incontestado.
Críticas de Imprensa:
"Uma absorvente combinação de Tom Wolfe com Raymond Chandler..."
Sunday Telegraph
O Coração Das Trevas
Joseph Conrad
Uma obra maior, não só na produção literária de Conrad, mas na literatura universal.
Grande obra de um dos grandes autores de todos os tempos.
Hoje, tomado de assalto por um aluvião de estudiosos e uma infinidade de admiradores boquiabertos, torna-se difícil falar dele. Uso como desculpa um velho provérbio húngaro (“Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e fez chichi no mar”) para prevenir quem ler esta prosinha que Conrad, no seu melhor, é um dos grandes autores de todos os tempos e O Coração das Trevas um altíssimo e terrível livro, um conto (os contos ingleses, na sua época, eram compridíssimos) cheio de portas por onde entrar e nenhuma para sair, onde se caminha, página a página, no interior de um nevoeiro deslumbrante, construído em torno de Kurtz, criatura que quase não aparece e pouco fala e, no entanto, é o eixo em torno do qual toda a narrativa gira.
Denúncia do colonialismo, texto político, parábola da angústia do homem no tempo, relato da humanidade truncada, etc., pode bordar-se indefinidamente por cima do que Conrad fez.
Denúncia do colonialismo, texto político, parábola da angústia do homem no tempo, relato da humanidade truncada, etc., pode bordar-se indefinidamente por cima do que Conrad fez.
Prefaciado por António Lobo Antunes.
Desgraça
J. M. Coetzee
"Desgraça valeu a J. M. Coetzee o seu segundo Booker Prize, em 1999. É um romance sombrio, da África do Sul pós-apartheid."
David Lurie, 52 anos, professor universitário na Cidade do Cabo, é expulso da Universidade por causa de um affair sexual com uma aluna. Decide então ir viver para a quinta da sua filha Lucy, uma ex-hippy que se convertera à terra. É ela que trata da herdade e tenta viver o melhor que pode a sua relação com os vizinhos negros. A determinada altura, a quinta é assaltada por três homens que violam Lucy, fecham o pai na casa-de-banho, vandalizam a casa e pegam-lhe fogo. O mundo de David Lurie desaba por completo. Como irá ele sobreviver-lhe?
Apesar de passado na África do Sul e de alguns dos episódios descritos nos trazerem à memória a actual crise do Zimbabwe, da qual o romance foi como que uma espécie de presságio, Desgraça é uma metáfora ácida sobre o mundo dos nossos dias escrito sem moralismos de qualquer espécie.
Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo)
Truman Capote
Um clássico da literatura norte-americana
Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam, é retratada por Truman Capote em Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo), um romance tocante e singelo sobre a amizade, que constitui uma autêntica história de sedução.
Verdadeiro clássico da literatura americana contemporânea, nele se inspirou Blake Edwards para o filme homónimo protagonizado por Audrey Hepburn.
Críticas de Imprensa
«Quase todos aqueles que hoje escrevem devem algo a Capote.»
The New York Times
The New York Times
Reviver o Passado Em Brideshead
Evelyn Waugh
O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, Reviver o Passado em Brideshead, recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.
«I have been here before...»
O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, Reviver o Passado em Brideshead, recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.
Moby Dick
Herman Melville
Mas Ahab, quando se dirige à tripulação apelando para que o ajudem na sua demanda vingativa de caçar e matar a invencível Moby Dick, a branca baleia-leviatã, consegue reunir todos à sua volta, incluindo Starbuck, o relutante primeiro-oficial. Independentemente do grau da sua culpa (a escolha da tripulação era livre, ainda que apenas a recusa geral pudesse detê-lo), é melhor pensar no capitao do Pequod como num protagonista trágico, muito próximo de Macbeth e do Satanás de Milton. Na sua obsessão visionária, Ahab tem em si algo de quixotesco, apesar da sua dureza não ter nada em comum com o espírito de jogo do Quixote.
Harold Bloom, em Moby Dick de Herman Melville
Harold Bloom, em Moby Dick de Herman Melville
Pela Estrada Fora - O Rolo Original
Jack Kerouac
Chamam-lhe a celebração da amizade.
Sal Paradise tem 50 dólares no bolso e sai de casa sem dia para voltar. Sal Paradise não é personagem ficcional, antes o nome que Jack Kerouac decidiu dar a si mesmo num romance inaugural. Não o primeiro que escreveu mas aquele que mais viria a influenciar uma geração.
Sal não é ficção, nem tampouco On the Road, o livro em cujas páginas Sal deixa Nova Iorque rumo a Denver à procura de Dean Moriarty companheiro de uma viagem interminável onde encontram Carlo Marx e Old Bull. Outros nomes para outras tantas personagens de verdade que compõem, com Kerouac, o núcleo duro da Beat Generation.
Era o início de um longo périplo que, na edição portuguesa da Relógio d'Água, se chama Pela Estrada Fora. Escrito em apenas três semanas, em 1951, enquanto Kerouac vivia com a sua segunda mulher, Joan Haverty. Dactilografou Pela Estrada Fora num longo rolo de papel, feito com folhas de quatro metros coladas umas às outras, sem margens, a um espaço e sem parágrafos e, contrariamente ao que se afirmou na época, garante que não usou qualquer espécie de estimulantes durante o processo criativo.
Pela Estrada Fora seria publicado pela primeira vez em Abril de 1957. Fez agora 50 anos, número redondo que ajuda a recuperar para a actualidade um dos livros míticos da história da literatura e faz de 2007 um ano Kerouac. Um livro que antes de ser publicado mereceu o seguinte comentário de Truman Capote, escritor contemporâneo de Kerouac: "Isso não é escrever, é fazer historiografia". E o insulto valeria a publicação pela Viking Press, em 1957.
Que livro é este? É sobretudo autobiografia, memória até à fronteira em que essa se aproxima da ficção, da invenção, no limite do estado de consciência. É a descoberta de uma certa América, a do pós-guerra, por dois amigos. Uma viagem em estradas secundárias nas quais o relógio não conta. Só contam os encontros. Com vagabundos, bêbados em bares perdidos e conversas intermináveis regadas a cerveja, fumadas a marijuana, ao ritmo da boleia, ao som do jazz de Nova Orleães, com os trabalhadores da Califórnia mexicana e os músicos de São Francisco.
É a América costa a costa, expressão tantas vezes repetida e tornada roteiro de aventureiros pós-Kerouac, mas raramente entrando no turbilhão de vozes e emoções e discussões e esse "sem tempo" que tornam a cartografia de Pela Estrada Fora, acima de tudo, uma cartografia intelectual.
O livro, relato livre de uma experiência feito numa linguagem sem tabus, resulta de uma verdadeira viagem pessoal pela geografia americana que demorou cerca de dez anos. Quando foi publicado torna-se de imediato um sucesso editorial e o seu autor ícone de uma geração de gente inquieta como ele, que o olha como mentor e o nomeia seu porta-voz.
Kerouac tinha 35 anos, era famoso e a fama assustou-o. Pelo vazio, haveria de confessar.
É a América costa a costa, expressão tantas vezes repetida e tornada roteiro de aventureiros pós-Kerouac, mas raramente entrando no turbilhão de vozes e emoções e discussões e esse "sem tempo" que tornam a cartografia de Pela Estrada Fora, acima de tudo, uma cartografia intelectual.
O livro, relato livre de uma experiência feito numa linguagem sem tabus, resulta de uma verdadeira viagem pessoal pela geografia americana que demorou cerca de dez anos. Quando foi publicado torna-se de imediato um sucesso editorial e o seu autor ícone de uma geração de gente inquieta como ele, que o olha como mentor e o nomeia seu porta-voz.
Kerouac tinha 35 anos, era famoso e a fama assustou-o. Pelo vazio, haveria de confessar.
«Para as adolescentes, ele foi o poeta louco, o primeiro amor que nunca esqueceram, com a sua conversa sobre boleias em comboios de carga e carros, estrada fora. Kerouac criou um herói de estilo moderno em Pela Estrada Fora; inventou a Geração Beat, originou um estilo de viver e um estilo de escrever.»
The Guardian
The Guardian
Fontes: http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=984864&page=-1
Por Quem os Sinos Dobram
Ernest Hemingway
Em 1937, Ernest Hemingway decidiu ir para Madrid, a fim de aí realizar algumas reportagens sobre a resistência do governo legítimo de Espanha ao avanço dos revoltosos fascistas. Três anos mais tarde, concluiria a elaboração do mais famoso romance sobre a guerra civil de Espanha, Por Quem os Sinos Dobram.
A história de Robert Jordan, um jovem americano das Brigadas Internacionais, membro de uma unidade guerrilheira que combate algures numa zona montanhosa, é uma história de coragem e lealdade, de amor e derrota, que acabou por constituir um dos mais belos romances de guerra do século XX.
«Se a função de um escritor é revelar a realidade», escreveria o editor Maxwell Perkins em carta dirigida a Hemingway após ter concluído a leitura do seu manuscrito, «nunca ninguém o fez melhor do que você.»
David Copperfield
Charles Dickens
"David Copperfield" conta-nos a aventura de um rapaz, desde a infância infeliz até à descoberta da sua verdadeira vocação, a de romancista. Entre os fantásticos personagens do livro estão o seu padrasto, o senhor Murdstone; Steerforth, o brilhante mas desprezível colega de escola; a formidável tia Betsey Trotwood; o humilde e traiçoeiro Uriah Heep; a frívola e encantadora Dora; e ainda Micawber, uma das maiores criações cómicas da literatura de todos os tempos.
Em David Copperfield, romance considerado por Dickens como o seu favorito, o autor baseou-se na sua própria experiência para criar um mundo de tragédia e comédia, ingenuidade e desilusão.
"David Copperfield" conta-nos a aventura de um rapaz, desde a infância infeliz até à descoberta da sua verdadeira vocação, a de romancista. Entre os fantásticos personagens do livro estão o seu padrasto, o senhor Murdstone; Steerforth, o brilhante mas desprezível colega de escola; a formidável tia Betsey Trotwood; o humilde e traiçoeiro Uriah Heep; a frívola e encantadora Dora; e ainda Micawber, uma das maiores criações cómicas da literatura de todos os tempos.
Em David Copperfield, romance considerado por Dickens como o seu favorito, o autor baseou-se na sua própria experiência para criar um mundo de tragédia e comédia, ingenuidade e desilusão.
Middlemarch
George Eliot
"Middlemarch" (1871-72) é o mais importante romance saído do período vitoriano. Nele, George Eliot aborda todos os temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, carácter, sociedade e relações humanas.
Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância).
Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância).
«"Middlemarch" é a sua [de George Eliot] mais subtil análise da imaginação moral, possivelmente a mais subtil que alguma vez foi conseguida na prosa de ficção.»
«George Eliot, tal como Emily Dickinson ou Blake, e tal como Shakespeare, repensou tudo para si mesma de uma ponta a outra. Ela é o romancista como pensador (não como filósofo), e frequentemente deturpamo-la porque menosprezamos a força cognitiva que ela traz às suas perspectivas.»
«O romance canónico, no verão da sua existência, pode ter atingido o seu Sublime em Middlemarch, cujo efeito sobre os leitores se mantém “incalculavelmente difusivo”.»
Harold Bloom
Harold Bloom
Anna Karénina
Lev Tolstoi
«Anna Karénina morre no mundo do romance; mas cada vez que lemos o livro ela ressuscita, e mesmo depois de o termos acabado adquire outra vida na nossa recordação. Em cada personagem literária existe algo da Fénix imortal. Através das vidas perduráveis das suas personagens, a própria existência de Tolstoi teve a sua eternidade.»
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski
«Embora seja uma das maiores histórias de amor da literatura mundial, Anna Karénina não é apenas um romance de aventura. Verdadeiramente interessado por temas morais, Tolstoi era um eterno preocupado com questões que são importantes para a humanidade em todas as épocas. Bom, há uma questão moral em Anna Karénina, embora não aquela que o leitor habitual possa crer que seja. Esta moral não é certamente o ter cometido adultério, Anna pagou por isso (num sentido vago pode dizer-se que é esta a moral do final de Madame Bovary). Não é isto, seguramente, por razões óbvias: se Anna ficasse com Karenin e escondesse do mundo o seu affair, não pagaria por isso primeiro com a felicidade e depois com a própria vida. Anna não foi castigada pelo seu pecado (podia muito bem ter-se safado deste) nem por violar as convenções da sociedade, muito temporais como aliás são todas as convenções e sem ter nada a ver com as eternas exigências da moralidade. Qual era então a «mensagem» moral que Tolstoi queria passar neste romance? Entendemo-la melhor se olharmos o resto do livro e compararmos a história de Lévin e Kiti com a de Vronski e Anna. O casamento de Lévin é baseado num conceito metafísico, não apenas físico, do amor, na boa-vontade e no sacrifício, no respeito mútuo. A aliança Anna-Vronski é fundada apenas no amor carnal e é aqui que reside a sua ruína.»
Do Posfácio, de Vladimir Nabokov
Do Posfácio, de Vladimir Nabokov
Críticas de imprensa
"A personagem de Anna extrapola as páginas e é, ainda hoje, uma espécie de heroína de personalidade nobre cujo destino foi sempre condenado: casou com um homem que não amava e que lhe foi imposto por terceiros e conformou-se com a ideia até ao dia em que foi arrebatada por uma paixão incontrolável. Não conseguindo manter o seu romance escondido por muito tempo, Karénina definha por dentro e por fora, arrastando-nos com ela."
Teresa d’Ornellas
1001 Books You Must Read Before You Die
Peter Boxall
Newly revised to include the most up-to-date publications and the best selections from the international fiction, 1001 Books You Must Read Before You Die is a bold and bright reference to the novels and the writers that have excited the world's imagination. This authoritative selection of novels, reviewed by a international team of writers, critics, academics, and journalists, provides a new take on world classics and a reliable guide to that's hot in contemporery fiction.
Featuring more than 700 full-colour images of book covers and frontispieces, and presenting quotes from individual novels and authors, this is the ideal book for everybody who loves to read.
Mrs. Dalloway
Virgínia Woolf
A Iª Guerra terminou, o Verão apodera-se de Londres e Clarissa prepara-se para dar mais uma das suas festas. Mas o aparecimento de Peter Walsh, o seu primeiro amor, vai atiçar o passado, trazendo-lhe à memória os sonhos de juventude. E de súbito, Clarissa Dalloway toma consciência da força da vida em seu redor.
A singularidade da obra vem dessa espécie de sósia de Mrs.Dalloway, que é Septimus Warren Smith, um homem prestes a enlouquecer com o trauma da guerra e com quem Clarissa parece partilhar uma mesma consciência. Septimus é contraponto de Clarissa: uma chaga aberta, a sua dor exposta ao mundo. Clarissa, por outro lado, esconde o seu silêncio, cobrindo-o com festas sociais.
Virginia Woolf expõe neste romance diferentes modos sentir, evocando, mais que o espírito do tempo, o espírito da própria vida no olhar de cada personagem.
A singularidade da obra vem dessa espécie de sósia de Mrs.Dalloway, que é Septimus Warren Smith, um homem prestes a enlouquecer com o trauma da guerra e com quem Clarissa parece partilhar uma mesma consciência. Septimus é contraponto de Clarissa: uma chaga aberta, a sua dor exposta ao mundo. Clarissa, por outro lado, esconde o seu silêncio, cobrindo-o com festas sociais.
Virginia Woolf expõe neste romance diferentes modos sentir, evocando, mais que o espírito do tempo, o espírito da própria vida no olhar de cada personagem.
«Virginia Woolf é a principal figura do modernismo inglês e a par com Joyce e Proust, um dos nomes que se destaca por apresentar obras que subvertem a narrativa tradicional.»New York Times Book Review
«Uma das mais entusiasmantes e revolucionárias obras de arte do século XX.»
Michael Cunningham
«Um dos 100 Melhores Livros de Sempre.»
The Observer
«Um dos 1000 Livros para Mudar a sua Vida.»
TimeOut
Ferrugem Americana
Philipp Meyer
New York Times
«Poderoso… cativante… insere-se na tradição que se estende de Ernest Hemingway a Cormac McCarthy.»
Washington Post
Passado na Pensilvânia, num cenário de grande beleza mas economicamente destruído, é um livro sobre a perda do sonho americano e do desespero - bem como da amizade, lealdade e amor - que dela advêm.
Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível acto de violência que muda as suas vidas para sempre.
Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível acto de violência que muda as suas vidas para sempre.
Ferrugem Americana, evocativa dos romances de Steinbeck, leva-nos ao coração da América contemporânea num momento de profunda inquietação e incerteza quanto ao futuro. Trata-se de um romance negro mas lúcido e comovente, acerca da desolação que se bate com o nosso desejo de transcendência e acerca da capacidade salvadora do amor e da amizade.
Críticas de imprensa
«Um novo escritor cheio de talento.»New York Times
«Poderoso… cativante… insere-se na tradição que se estende de Ernest Hemingway a Cormac McCarthy.»
Washington Post
Os Buddenbrook
Thomas Mann
Um extraordinário clássico da literatura. A ascensão e a decadência de uma família.
Os Buddenbrook narra a ascensão e a decadência de uma família burguesa alemã através de quatro gerações. Mais do que a crónica em torno da vida e costumes dos seus personagens, este romance é a metáfora exemplar das contradições e dilemas de uma classe, cujo poder e domínio se constroem sobre a fraude, a hipocrisia e a alienação. Ao mesmo tempo, como posteriormente acontecerá nos seus principais romances, Thomas Mann propõe e desenvolve o tema da arte como a instância privilegiada em que o homem pode reflectir sobre si, a sua época e o seu meio.
Críticas de imprensa
«Este retrato obsessivamente minucioso da sociedade burguesa alemã, em jeito de saga familiar na tradição realista do século XIX, surge já como um romance de transição para o simbolismo das primeiras décadas do século XX. [… “Os Buddenbrook”] foi- usando uma expressão de Newton – os “ombros de gigante” sobre os quais se erigiu um século de literatura (as obras-primas de Mann incluídas).»
José Riço Direitinho, Público
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