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Quinta Essência - Sapatinhos de Chocolate (Opinião)

Trisha Ashley




«Um livro delicioso, terno e cheio de humor.»
Sophie Kinsella













Esqueça os Jimmy Choos, "Sapatinhos de Chocolate" é o único acessório de que vai precisar na próxima estação... 

 Tansy sonhava com um belo futuro junto de Justin. Mas quando uma revelação inesperada a faz confrontar a amarga verdade sobre o homem que ama, decide deixar imediatamente Londres e regressar à pequena aldeia de Sticklepond. As doces atenções da carinhosa tia Nan e a amizade de Bella são um bálsamo para o seu coração destroçado. Com um entusiasmo que já não pensava ter, Tansy lança-se na realização de um projeto há muito desejado. Assim nasce a Cinderella’s Slippers, uma loja de sapatos realmente muito especial. Se ao menos a sua vida amorosa a fizesse tão feliz! 


Opinião 
Este é o livro ideal para ler numa tarde de chuva. E foi disso mesmo que se tratou. Uma tarde de leitura bem acompanhada por uma chávena de chá bem quente.
É um romance doce, leve e despretensioso, ideal para entreter os corações românticos por umas quantas horas.
Este foi o primeiro livro que li de Trisha Ashley mas deu para perceber que esta história é a continuação de uma série de histórias de amor que tem "assaltado" a pequena aldeia de Sticklepond. E, pelo que nos é dado a crer,  resultam num constante repicar dos sinos da Igreja e em um aumento da natalidade.
Com um enredo típico, de noiva traída e meias-irmãs odiosas, este livro faz recordar o conto infantil da Cinderela. Até porque tudo gira à roda da loja de Sapatos de noiva "Cinderella Slippers".
Gostei do facto da história se passar numa típica aldeia inglesa, com os seus costumes, personagens únicas e um leve travo a magia.
Tal como a protagonista, Tansy, gosto muito de cozinhar, especialmente comida de forno mas não posso dizer que tenha simpatizado muito com ela. Faltava-lhe fibra e determinação tanto para pôr um basta ao ex-noivo insistente como às intrigas das meias-irmãs. Ivo Hawksley é um homem atormentado e misterioso mas a sua personagem podia ter sido melhor desenvolvida.
Este livro tem também um componente de mistério. A tia-avó de Tansy decide deixar gravações das suas memórias nas quais revela um antigo segredo da família. À medida que vamos lendo, deparamos-se com excertos das memórias da tia Nan, histórias do dia a dia, pequenos mexericos e até receitas de culinária. Algumas pistas acerca do segredo vão sendo reveladas mas, felizmente, a autora decide surpreender os leitores e, afinal, nada é aquilo que parece!
Ainda que adore sapatos tenho pena que a autora tenha desenvolvido tanto esse tema em detrimento do romance. Este podia ter sido melhor explorado, tanto no romance dos protagonistas como no da melhor amiga de Tansy, Bella. São quase 400 páginas e só nas últimas 40 se desenvolve realmente o romance dos protagonistas. É caso para dizer: menos sapatos e menos Macacos Chinelo e mais ação!
Fiquei curiosa acerca de alguns casalinhos cuja história, suponho, façam parte dos livros anteriores da autora. 

Casa Das Letras - Outlander - A Viajante (Opinião)

Diana Gabaldon




«Triunfante... o seu uso de detalhes históricos e 
uma verdadeira história de amor adulta confirmam Gabaldon como uma escritora de qualidade superior.»
Publishers Weekly











«Estava morto. No entanto, o seu nariz palpitava dolorosamente, coisa que lhe era estranha, dadas as circunstâncias.» 
Assim começa o terceiro livro da série Outlander, em que ficamos a saber que, afinal, Jamie Fraser não morreu no campo de batalha de Culloden. De volta ao século xx, Claire fica em choque com a notícia de que Jamie está vivo, mas, muito mais que isso, fica radiante. Ouvimos a história de Jamie, como ele mudou, tentando alcançar uma vida a partir dos pedaços da sua alma e do país que deixou para trás, e o breve relato de Claire sobre os 20 anos que passaram desde que o deixou em Culloden, enquanto Roger MacKenzie e Brianna, filhos de Claire e Jamie, se aproximam das pistas do passado, numa busca incessante por Jamie Fraser. Será que o podem encontrar? E se o conseguirem, Claire voltará para ele? E se ela o fizer… o que se sucederá?
Dos fantasmas de Samhain nas terras altas da Escócia para as ruas e bordéis de Edimburgo, do mar turbulento e das aventuras nas Índias Ocidentais, percorremos páginas de história repletas de revolta, assassínio, vodo, fetiches, sequestros, e um sem-número de inúmeras aventuras.Por detrás de todas elas, porém, jaz a questão de Jamie: 
«Quereis vós levar-me, Sassenach? E arriscar o homem que sou em prol do homem que era?» 


 Excerto:
«Quando eu era pequena nunca queria pisar em poças.(...) Isto porque não acreditava que aquele espelho liso era apenas um pequeno espaço de água sobre a terra sólida. Estava convencida de que era uma porta para algum espaço insondável. Às vezes, ao ver as pequenas ondas provocadas pela minha proximidade, pensava que a poça era profunda, um mar sem fundo onde se ocultavam a preguiçosa espiral do tentáculo e o brilho da escama, com a ameaça de enormes corpos e dentes agudos à deriva nas remotas profundidades. 
E então, baixando os olhos para o reflexo, via a minha própria cara redonda e o meu cabelo encaracolado numa extensão azul sem contornos, e pensava que a poça era a entrada para outro céu. Se pisasse, cairia de imediato e continuaria a cair, mais e mais, no espaço azul. (...)
Ainda agora, quando vejo uma poça no caminho, a minha mente detém-se (ainda que os meus pés não o façam) e depois segue o seu trajeto, deixando para trás apenas o eco do pensamento: E se esta vez eu cair?»

Opinião: 
 Diana Gabaldon leva-nos, novamente, por uma longa viagem. E que maravilhosa viagem! :)
Apesar de normalmente os livros grandes assustarem os leitores (este tem mais de 800 páginas!) este não deverá ser o caso. E é sempre com alguma expectativa que espero mais o lançamento de num livro desta série.
Neste terceiro volume da série Outlander, Diana Gabaldon continua o seu relato e mostra-nos o que aconteceu a Jamie após a fatídica Batalha de Culloden. Afinal Jamie Fraser não morreu e Claire tem ainda a hipótese de regressar ao passado e reencontrar-se com o seu amado.
Seria de esperar que finalmente Claire e Jamie pudessem ter um final feliz. Mas com Diana Gabaldon, nunca nada é tão simples.
Claire e Jamie estiveram afastamos por mais de 20 anos. Em épocas diferentes. Muitas coisas sucederam nesses vinte anos e ambos mudaram. Mas o amor entre ambos permanece, talvez até mais forte, intensificado pela ausência e pela saudade.
Ao longo destas mais de 800 páginas, Gabaldon, com a sua escrita de mestre,conduz-nos por uma viagem vertiginosa (e por uma leitura voraz) em que o casal passa por sucessivas aventuras, desaires, encontros inesperados, desencontros, romance, paixão e algumas (e boas) gargalhadas.
Este é muito provavelmente o meu livro preferido da série (até ao momento, claro). Talvez por ser um livro cheio de acção, que nos faz virar as páginas, a um ritmo alucinante, na tentativa de descobrir o que se irá suceder a seguir.
É também um livro que aborda temas tão variados como o tráfico de bebidas alcoólicas, os usos e costumes asiáticos, as viagens marítimas, a medicina no século XVIII, a escravatura e o misterioso folclore Jamaicamo.
É também notável a habilidade da autora em integrar personagens, de uns livros para os outros, do passado para o futuro. E em conciliar todas essas coisas com momentos históricos tão conhecidos a nós leitores, fazendo as suas histórias ganhar vida e tornarem-se quase reais.
Seria de esperar que um livro tão longo, repleto de factos históricos e centrado na história de amor entre Claire e Jamie, a determinado ponto se tornasse aborrecido. Nada mais longe da verdade. Diana Gabaldon apresenta-nos sempre novas e caricatas personagens que vão dando uma lufada de ar fresco à história, outras são repescadas dos volumes anteriores. Algumas dúvidas são esclarecidas e outras surgem, como de um enigmático novelo se tratasse, deixando sempre os leitores curiosos acerca do que se irá passar a seguir. Quais serão as futuras aventuras de Claire e Jamie?
Agora, resta-me esperar por mais um volumes desta maravilhosa série que, espero, não demore.


Chá das Cinco - Do Fundo do Coração (Opinião)

Nora Roberts





Três histórias apaixonantes e encantadoras que confirmam Nora Roberts como a autora romântica mais lida e premiada da actualidade.













No início da sua carreira, Nora Roberts escreveu três histórias inspiradoras que a tornaram conhecida como uma das vozes mais românticas da actualidade. 
Nesta colectânea apresentamos:

Uma Última Noite, a história de Kasey, uma antropóloga que conhece Jordan, um escritor a fazer pesquisa para o seu próximo romance. Kasey e Jordan terão que lidar não só com os sentimentos que nutrem
um pelo outro, mas com a sobrinha de Jordan, uma órfã solitária.

Em Uma Questão de Escolha, o polícia James Sladerman tem a missão de investigar a loja de antiguidades de Jessica Winslow, onde existe a suspeita de roubo e tráfico de objectos de grande valor. O que Sladerman não esperava era sentir uma atracção cada vez mais forte pela mulher que tem de proteger a todo o custo.

Em Fins e Recomeços, Liv é uma jornalista de Washington que trabalha para o jornal local enquanto Thorpe é repórter num dos maiores diários nacionais. O trabalho que partilham torna apenas mais forte a química entre ambos, mas Liv já foi magoada no passado e não deseja voltar a render-se a nenhum homem. O que ela não descobriu ainda é que Thorpe não aceitará um não como resposta.


Opinião 
Mais um livro, mais Nora Roberts. E desta vez não se trata de um romance, mas sim de uma colectânea de três!
Nora Roberts é uma contadora de histórias por excelência que tem o dom de envolver os seus leitores nos romances que escreve. É impossível ler um livro seu sem imaginar, nos mais precisos detalhes, o ambiente e as personagens que nos descreve. E este não foi excepção.
Ao longo de quase 500 páginas, Nora apresenta-nos três romances distintos mas há algo que todos têm bem presente: a força do amor enquanto cura. Há neste livro uma frase que, julgo, diz tudo: “Ser-se amado é fácil. Amar é que é difícil”.
Tendo lido já mais de 30 livros desta autora é fácil perceber que estes livros fazem parte do princípio da sua carreira. Não que sejam de fraca qualidade ou que não saibam prender os leitores mas porque a escritora poderia ter desenvolvido melhor as histórias. Mas aí já não seriam contos mas sim romances de grande envergadura como aqueles a que Nora já nos habituou.
Em relação às histórias não vou entrar em grandes detalhes.
São todas bastante interessantes, cheias de mistério, romance, sensualidade e, claro, terminam com um final feliz.
Nora Roberts consegue, como poucos, criar pares românticos com grande empatia, casais fluídos e com muita química. Por vezes, como acontece nesta colectânea, os casais parecem ter personalidades opostas. Mas, e como diz o ditado popular, a autora prova-nos que os opostos, afinal, atraem-se. E é nos "embates" entre os protagonistas que surgem momentos de grande humor que nos arrancam gargalhadas até nos fazer doer a barriga.
A apontar tenho apenas a dizer que gostaria que a última história "Fins e Recomeços" tivesse um final menos apressado e melhor desenvolvido.

Quinta Essência - O Sorriso das Mulheres (Opinião)

Nicolas Barreau





O romance mais encantador da temporada













Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. 
Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. 
Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. 
Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. 
Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado...


Opinião 
Confesso que tinha algumas expectativas em relação a este livro. E estas não foram, de todo, alcançadas. Para além do muito (e bem) que ouvi falar, o selo da capa promete deixar-nos feliz!
Ora, esta foi uma leitura que não me deixou assim tãoooo feliz.
Pareceu-me um romance "morno" e até bastante previsível, sem grandes acontecimentos de realce. Também não senti uma grande empatia para com Aurélie Brédin, uma leitora obcecada por um autor misterioso e que por vezes parece ser bastante antipática. Surpreendemente senti uma maior simpatia para com André Chabanais, o verdadeiro autor do livro, reservado mas romântico. Mas a minha personagem preferida foi sem dúvida o dentista inglês que me proporcionou autênticos momentos de riso.
Não é realmente um mau livro e, talvez, seja isso o pior pois podia ser melhor explorado. Com um argumento original, deparamos-se com um romance doce mas cheio de mentiras, enganos e reconciliações. Com um enredo interessante bem que podia ter mais intensidade. Paris é, afinal, a capital do romance e da paixão.
Foi com ansiedade que virei cada página na expectativa de que o romance se "desenrolasse", ganhasse vida e me cativasse. No entanto, tive apenas um pequeno vislumbre do que poderia ter sido um excelente romance nas últimas páginas do livro.

Chá Das Cinco - Felizes Para Sempre (Opinião)

Nora Roberts

 



Com a promessa de momentos inesquecíveis, 
Nora Roberts partilha a viagem emocional e mágica
 de uma mulher rumo à paixão. 








Enquanto relações públicas de uma empresa de organização de casamentos, Parker Brown tem um talento excecional para realizar os sonhos das noivas mais exigentes. Mas é incapaz de sonhar sobre o seu próprio futuro. 

O mecânico Malcolm Kavanaugh adora descobrir como funcionam as coisas. E perceber os segredos de uma mulher complexa e deslumbrante como Parker é um desafio.

Parker e Malcom, quando estão juntos, fazem faísca. Mas ambos sabem que passar de um pequeno flirt a uma relação séria é um passo muito importante. Os riscos que Parker correu nos negócios sempre valeram a pena, mas arriscar o seu coração é algo que a jovem não sabe se pode fazer... Felizmente, Malcom irá mostrar-lhe que a vida é demasiado curta para não ser vivida ao máximo. 


Opinião
E, finalmente, o último livro da série Quarteto de Noivas.
Este foi o livro pelo qual mais ansiei, a história que mais me intrigou.
Ao longo dos três livros anteriores foram deixadas várias pistas acerca do romance que se adivinhava entre a sofisticada Parker e o descontraído Mal. Entre ambos tudo parecia fazer faísca.
Não sei se eram as minhas expectativas que eram muito altas ou se a história apenas tomou um ritmo ligeiramente diferente do que esperei.
Infelizmente este romance pareceu-me mais disperso do que os anteriores, cheio de pormenores acerca de outras personagens, de mais casamentos perfeitos e finais felizes como o casamento da irmã de Carter. Esperava um romance mais cheio de detalhes, mais intenso. Não esperava que fosse Parker a primeira a dar o braço a torcer. Sempre achei que fosse Mal a seduzir Parker e a levá-la a capitular sem que a mesma desse conta. Esperava mais um jogo de gato e rato. Mas afinal que mulher pode resistir quando o homem de quem gosta lhe oferece um fabuloso par de sapatos?? :)
À parte de tudo isto, gostei de ver como duas pessoas aparentemente tão diferentes não só combinam mas encaixam mesmo bem. Ainda que vindos de mundos diferentes quando se ama nada disso importa. Física e emocionalmente Parker e Mal formam o casal perfeito e é muito interessante ver como funcionam em conjunto. Ambos amam o que fazem e usam o trabalho como um escape para os problemas pessoais. A insistente Parker que consegue tudo aquilo a que se propõe consegue fazer Mal abrir o coração e curá-lo das feridas do passado enquanto que o estilo descontraído dele fá-la relaxar e divertir-se esquecendo, ainda que por pouco tempo, do trabalho e das noivas chatas.
Fiel a si mesma Nora continua a destaca-se pela escrita sedutora que prende os seus leitores da primeira à última página. É simplesmente genial na maneira como cria algumas personagens e nos faz amá-las e odiá-las. A mãe de Mal e a famosa Sra. Grady são mulheres inspiradoras e uma mais valia em toda a série.
A amizade é a cola que une todos estes livros e estas personagens maravilhosas. Junto com o amor são os sentimentos mais poderosos que existem. Ao ler estes livros apercebi-me que sou uma das sortudas pois tenho amigas assim! Obrigada Nora por me lembrares disso! :)

Saída de Emergência - As Serviçais (Opinião)

Kathryn Stockett





Há mais de dois anos nos tops
 americanos, esta é uma história inesquecível
 repleta de melancolia, humor e esperança.









Prepare-se para conhecer três mulheres inesquecíveis:
Skeeter tem vinte e dois anos e acaba de regressar da universidade. Pode ter uma licenciatura, mas estamos em 1962, no Mississípi, e a sua mãe só a irá deixar em paz quando a vir com uma aliança no dedo. Provavelmente a jovem encontraria conforto junto da sua adorada Constantine, a empregada negra que a criou, mas esta foi embora e ninguém lhe diz para onde.
Aibileen é uma empregada negra que criou dezassete crianças brancas. Mas desde que o seu próprio filho morreu, algo mudou dentro de si. Quem a conhece sabe que tem um grande coração e uma história ainda maior para contar.
Minny, a melhor amiga de Aibileen, é a mulher com a língua mais afiada do Mississípi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma nova e insólita patroa.

Estas três personagens extraordinárias vão cruzar-se e iniciar um projeto clandestino que as vai colocar a todas em perigo. E porquê? Porque estão a sufocar com as barreiras que definem a sua cidade, o seu tempo e as suas vidas.
 
 
Opinião
Este é um daqueles livros que não saem da nossa cabeça até os lermos. Tanto ouvi falar sobre este livro, um estrondoso sucesso de vendas nos EUA, que não podia deixar de o ler. As críticas positivas que ouvi aliciaram-me mas, na verdade, foi um excerto do filme que acidentalmente vi que me convenceu definitivamente.
Kathryn Stockett conseguiu o impensável: escrever um livro sobre o racismo nos EUA, após a abolição da escravatura, com um laivo de humor.
Talvez por isso este livro seja tão fácil de ler: nunca sabemos o que vamos encontrar no capítulo seguinte.
As três narradoras - Skeeter, Aibileen e Minny - revezam-se na aventura de nos contar como era viver no sul dos EUA, mais especificamente no estado do Mississipi, na década de 60.
Na sua tentativa de se tornar jornalista, Skeeter escreve um ousado e inédito livro no qual denuncia as injustiças, a violência e a perseguição. Cansadas da violência e das injustiças de que são vítimas e na esperança de um futuro melhor para os seus filhos, algumas criadas decidem colaborar com Skeeter. É um acto desesperado dado as consequências que tal acto pode desencadear. "Ninguém pode ser mais cruel que uma senhora branca" é um antigo ditado entre as criadas.
Ao longo das suas páginas encontramos sentimentos muito variados: amor,amizade, ódio, indiferença, mágoa, desilusão mas, sobretudo, vergonha.
Acho que podemos dizer que a autora Kathryn Stockett se revê no papel de Skeeter uma vez que, tal como a personagem, também teve uma ama negra que fazia parte da família sem, na realidade, o ser verdadeiramente.
As outras narradoras - Aibileen e Minny - são duas criadas negras cujas experiências de vida testemunham o racismo não só entre brancos e negros mas até mesmo dentro da sociedade negra.
Na sua recolha de relatos acerca de como era ser criada negra de uma família branca, Skeeter depara-se vários relatos. Na sua maioria são histórias tristes, marcadas por testemunhos de violência física mas, sobretudo, psicológica.
Mas há também histórias bonitas, de famílias brancas que, indiferentes à cor da pele, consideram as empregadas como membros da família, ou até amigas e confidentes. Claro que essas relações tinham de ser mantidas secretas pois havia graves punições para quem excedesse os limites raciais.
Ao longo dos relatos que ouve, Skeeter toma consciência do país onde vive, das desigualdades. Assistimos à sua toma de consciência e à formação de uma opinião e personalidade mais liberal e madura. À sua transformação de menina insegura e de baixa auto-estima para mulher determinada e independente, que não tem medo de se declarar anti-racista.
Mas este livro não é só feito de dramas e de histórias tristes. A autora dá-nos também momentos para rir até nos fazer doer a barriga como a Coisa Terrivelmente Feia (aka Tarte da Minny), ou a sua língua afiada. E momentos doces e ternos como os da Aibee e da Mae Mobley.
Conta-nos também a história de Celia Foote, a insólita nova patroa de Minny.
Com este livro Skeeter faz mais do que denunciar o racismo e as desigualdades. É também um livro de esperança. E nesse livro ela própria encontra a redenção, sua e da sua família, ao descobrir e contar a história da sua ama negra Constantine. E julgo que a autora encontra também a sua própria redenção ao escrever este romance.

Chá Das Cinco - O Sabor do Momento (Opinião)

Nora Roberts





O regresso em força da rainha da 
literatura romântica...












Laurel McBane sempre recorreu às amigas para apoio, especialmente quando o sonho de frequentar uma escola de culinária quase foi arruinado pelos problemas financeiros dos seus pais. Agora Laurel retribui a generosidade das amigas criando bolos extravagantes que acrescentam um toque perfeito à empresa de casamentos que fundaram.


Laurel acredita no amor mas é demasiado discreta para os luxos desejados por outras mulheres. O que ela aprecia mesmo são homens fortes e inteligentes, como Delaney, irmão da sua amiga Parker, por quem Laurie sente uma paixoneta desde criança. Mas algumas paixões duram mais do que outras e Laurel está convencida que o advogado, bem na vida, está fora do seu alcance.
Até que, certo dia, Laurel perde a cabeça e surge um beijo quente e inesperado entre ambos. Cheia de dúvidas e sem saber o que esperar do futuro, conseguirá transformar esse momento de paixão em algo mais eterno?


Opinião
Dos três livros deste quarteto este é, até agora, o meu favorito.
Laurel é uma mulher prática, marcada por uma infância difícil, mas ainda assim uma romântica incurável. Não fosse ela criadora dos originais bolos de casamento na empresa de casamentos que fundou com as melhores amigas.
No entanto, a história dos pais fê-la descobrir o lado mais sombrio dos casamentos. Talvez por isso Laurel seja uma mulher mais objectiva, com sonhos mais práticos. A única coisa pouco prática na sua vida é a paixão de infância pelo irmão da sua melhor amiga Parker, Del. Mas Del é um Brown do Connecticut, um homem de estatuto, boas famílias, rico e um afamado advogado. E o pior é que para ele, Laurel é como se fosse uma irmã.
Ano após ano, Laurel enterrou os seus sentimentos e tentou seguir a sua vida empenhando-se no trabalho. Saiu e namorou com outros homens mas nunca conseguiu esquecer a paixão platónica por Del.
É num momento de explosão que Laurel comete uma loucura e dá-lhe um beijo!
Este foi um livro muito divertido mas ao mesmo tempo intenso. Marcado pela insegurança da protagonista, pela certeza que tinha de Del não a amava como ela o amava a ele. A fortuna e as origens de Del são para ela um obstáculo.
Os momentos de paixão entre os protagonistas proporcionaram-me boas gargalhadas, sobretudo o primeiro beijo.
Mais uma vez, a amizade é um tema que domina nos livros de Nora Roberts. A par do amor, a amizade é uma dos mais poderosos sentimentos. Mac, Emma, Laurel e Parker não são irmãs mas não seriam mais unidas se o fossem.
Neste livro ficamos a conhecer um pouco mais a enigmática Senhora G. A famosa guardiã da "família" demonstra possuir um coração de manteiga. Foi como uma mãe para Laurel e a sua mecenas quando esta decidiu ir fazer um curso no Instituto de Culinária em Nova Iorque.
Aqui começou também a história de Parker e do rebelde Mal. Uma história que promete e pela qual mal posso esperar. Resta-nos esperar para assistir ao desfecho deste "Quarteto de Noivas" que, como em todos os livros de Nora Roberts, promete um final feliz.

Chá Das Cinco - Um Mar de Rosas (Opinião)

Nora Roberts





  

Com flores magníficas, acepipes deliciosos e momentos inesquecíveis, Nora Roberts partilha a viagem emocional e mágica de uma mulher rumo à paixão...










Desde criança que Emma é uma jovem sensível e romântica e não é surpresa para ninguém que tenha encontrado a sua vocação como florista de casamentos. Assim está sempre rodeada de flores e trabalha com as suas três melhores amigas - Mackensie, Parker e Laurel. Emma não podia estar melhor, certo? 
Errado. É que Emma, apesar de bela e encher de vida todas as salas onde entra (aliás, tal como acontece com os arranjos florais que cria), apenas se cruza com os homens errados. E o último lugar onde alguma vez se lembrou de procurar é…bem debaixo do seu nariz. 
Jack Cooke é um arquiteto e amigo de longa data que praticamente faz parte da família. Um dia ele apercebe-se que sente por Emma algo mais do que apenas amizade. Mas quando a sua paixão é correspondida, as coisas começam a complicar-se. É que nem ele gosta de compromissos, nem ela é dada a casos passageiros. Conseguirão confiar nos seus corações — para se entregarem a uma vida em comum?

Opinião
Depois de ler o primeiro livro da série "Quarteto de Noivas" este romance era, para mim, de leitura obrigatória.
Os livros da Nora conseguem sempre fazer-nos rir, chorar mas, sobretudo, fazem-nos pensar. Muitas vezes aprendemos coisas com eles. Noutras apenas nos revemos no lugar das personagens e lembramos de momentos em que também tivemos dúvidas e em que nem sempre agimos da melhor forma. São sempre livros intensos e plenos de emoções fortes.
Confesso que este livro teve para mim um significado especial e portanto gostei mais do que do anterior. Talvez porque me identifique mais com a protagonista, a Emma, do que com a Mac. Ou talvez porque este livro, tal como tantos outros da autora, realce a força dos laços de amizade. A verdade é que, tal como a Emma, conto com três maravilhosas amigas que estão sempre lá quando preciso e com as quais sei que posso contar incondicionalmente.
Os amigos são a família que escolhemos, é o que a minha experiência e este livro nos mostra e só Nora Roberts o poderia fazer de uma forma tão simples e clara mas, ao mesmo tempo, intensa e emocionante.
Como já é habitual, Nora consegue criar enredos muito bem delineados para os seus livros mas, principalmente, nas suas séries. E é ao longo de cada volume que nos vamos apercebendo do crescente poder de escrita da autora.
Foi uma leitura empolgante e que me arrancou umas boas gargalhadas. Adorei ver a sedutora Emma a apaixonar-se e logo pelo sexy "alérgico a compromissos" Jake. Mas muito mais engraçado foi vê-lo a arrastar-se por ela.
As personagens são ambas muito interessantes e complexas. Depressa nos apercebemos de que ambos estão mais envolvidos (e apaixonados) do que aquilo que querem crer e é interessante ver a luta interior que travam consigo mesmos. Mas, como não podia deixar de ser, ambos podem sempre contar com os amigos. Quer seja para dar apoio e protecção,quer para os colocar na linha e obrigar a seguir o coração.
Agora mal posso esperar pelos livros da "durona" Parker e da misteriosa Laurel...

Chá Das Cinco - Um Dia Perfeito (Opinião)

Nora Roberts







«O grande dom de Nora Roberts é a sua habilidade em arrebatar o leitor para a vida das suas personagens... vivemos, amamos e triunfamos com elas!»   
Rendezvous








  Quando eram crianças, as quatro amigas Mackensie, Emma, Laurel e Parker, passavam horas a imaginar como seria um dia de casamento perfeito. Anos mais tarde, as suas fantasias tornam-se realidade, mas de uma forma que não esperavam: criaram uma empresa de organização de casamentos e realizam os sonhos de outras mulheres. Em Um dia Perfeito, ficamos a conhecer Mackensie Elliot, uma fotógrafa bonita e independente, que adora captar os momentos felizes e únicos que descobre nos casamentos. Mas tanta felicidade ao seu redor por vezes recorda-lhe um passado de amargura e que quer deixar para trás.
Quando conhece Carter Maguire, irmão de uma noiva, sente que um inofensivo flirt pode ser mesmo aquilo que precisa para tirar a cabeça de tantos casamentos. O que não esperava era que o coração lhe pregasse uma rasteira e exigisse algo que ela julgava impensável... Poderá Mackensie descobrir o caminho para a felicidade e rumar, um dia, ao altar?

Opinião
Não é segredo para ninguém que Nora é uma das minhas autoras preferidas. Os seus livros são sempre o meu antídoto para os maus momentos. Conseguem sempre fazer-me rir (no matter what!)
Portanto assim que saiu esta nova série tive de a comprar. 
Como todos os romances de Nora, este livro desperta uma panóplia de emoções. Ao longo das suas páginas ri, sorri, chorei e até vontade de bater nas personagens tive!
Com personagens muito bem construídas este romance faz-nos perceber que ninguém tem uma vida perfeita. Cada um tem o seu calcanhar de Aquiles. Mac não foge à regra e tem na mãe a sua principal inimiga. A sua segunda inimiga é ela própria. 
Corajosa e excelente profissional, Mac é uma fotógrafa de sucesso que tem a sorte de fazer o que adora mas que tem verdadeiro pavor do amor. Mas o calmo Carter Maguire, um "aborrecido" professor de Literatura Inglesa, vai abalar a sua vida e provar-lhe que uma vida a dois pode ser muito muito divertida.
Nora Roberts não é apenas a rainha do romance. É, para mim, também a rainha da amizade. Nos seus livros vemos sempre que os amigos são a família que escolhemos. E são mesmo. Os verdadeiros amigos estão sempre lá quando precisamos. Mesmo que seja para ralhar connosco  e  orientar-nos no caminho certo. E é isso que também podemos assistir neste livro. Mac é também nisso uma privilegiada. As suas três amigas acompanham todo o desenrolar desta história e por isso são também um pouco protagonistas deste romance.
Gostei muito deste livro, muito bem escrito como a autora já nos habituou, um verdadeiro romance com todos os ingredientes indispensáveis. E mal posso esperar pelos restantes três livros deste quarteto.  Confesso que as histórias da Laurel e da Parker são as que mais me despertam a curiosidade (infelizmente são os dois últimos livros deste quarteto).
Mas, como sempre, os livros de Nora Roberts valem sempre a pena esperar.

ASA - "Uma Casa de Família", Natasha Solomons (Opinião)

Natasha Solomons 


 
 
 
 
Um romance para todos os fãs da série de série mundial Downton Abbey 
 
 
 
"Uma comovente e romântica ode a um mundo perdido.”
The Times






Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.  
Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada. 
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam. 
Mas o mundo está a mudar. E Elise tem de mudar com ele.
Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.


Opinião 
Como fã assumida da famosa série televisiva "Downton Abbey" não podia deixar de ler este livro. E devo dizer que não me arrependo nada de o fazer! :)
Ainda que com algumas semelhanças com a série (período histórico e plano de acção), este romance de Natasha Solomons é completamente original.
A protagonista, Elise Landau, é ainda uma jovem, imatura e mimada, quando é forçada a deixar o seu país, a sua família e a vida privilegiada da alta sociedade austríaca para servir como criada numa austera mansão inglesa.
Consigo leva apenas um violino, cujo interior guarda o último romance escrito pelo pai, e o colar de pérolas da mãe, símbolos da sua antiga vida.
Ao longo das mais de 400 páginas deste romance embargamos, junto com Elise, numa viagem onde vamos conhecendo a Inglaterra em plena 2ª Guerra Mundial, a perseguição aos judeus e o avanço alemão pela Europa a dentro. Assistimos às venturas e desventuras de Elise, uma imigrante judia que não encontra o seu lugar: a sua educação e hábitos da classe alta não permitem que seja uma criada como os demais, e, enquanto criada, também não tem lugar na aristocracia inglesa.
Ainda que a história deste romance pouco tenha a haver com "Downton Abbey", é me muito fácil reconhecer, no livro, as personagens que dão vida aos criados na série.
Este é um daqueles poucos livros em que a mestria da autora nos permite, mais do que ver, sentir. Conseguimos sentir a areia e a relva húmida sob os pés, cheirar a brisa salgada do mar e a terra húmida após a chuva.
Este foi um livro que, já antes de acabar de o ler, lamentava a rápida passagem das páginas que me aproximavam do fim. Poucos foram os livros que me levaram às lágrimas e este foi um deles. Todo o drama de Elise, da sua família e mesmo "família" inglesa é tocante para além de que retrata um drama que podia muito bem ter acontecido.
Este foi o livro de estreia da autora Natasha Solomons em Portugal mas posso já dizer que mal posso esperar por mais. 

Lua de Papel - As Cinquenta Sombras Mais Negras (Opinião)

E L James



















Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir.

Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.Uma escolha que só ela pode fazer…


Opinião
Depois da leitura do primeiro volume desta trilogia não sabia muito bem o que esperar deste livro.
Depois do livro "As Cinquenta Sombras de Grey" tinha algumas reticências quanto à escrita da autora que tinha demonstrado ser bastante amadora. Neste segundo livro, E L James provou ter melhorado um pouco na escrita, o vocabulário é mais variado mas, ainda assim, a autora ainda tem muito que aprender para me convencer. Continua a usar alguns expressões que me irritam profundamente como a "deusa interior" que já anteriormente referi.
Este romance difere do anterior sobretudo pelo aprofundamento da história de amor de Christian e Anastasia. Com este segundo volume conhecemos melhor Christian Grey e a sua traumática infância. As novas revelações acerca do seu passado permitiram-me compreender melhor a personagem e o seu receio em investir numa relação normal. Deparamos-se com um Mr. Grey mais humano, carente e sensível, disposto a tentar um novo tipo de relacionamento que não se baseia num contrato sexual. Christian demonstra ser bastante apaixonado e vários são os momentos românticos entre os protagonistas.
Continuamos a dar boas gargalhadas graças à troca de e-mails entre eles e conhecemos uma nova faceta de Ana, mais ousada e disposta a explorar a sua sexualidade. Ansiosa até mesmo pela "twitchy hand" de Mr. Grey!!
Este livro tem ainda um elemento adicional: uma misteriosa mulher persegue Ana e ameaça a nova harmonia estabelecida entre esta e Christian colocando a confiança e o amor destes à prova.

Lua de Papel - As Cinquenta Sombras de Grey (Opinião)

E L James



O início da trilogia de que todas as mulheres estão a falar... discretamente.




As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.








As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre. Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo para um jornal universitário. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, sombrio, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta – os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor? As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E.L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicada, da Austrália aos Estados Unidos, da Inglaterra à Nova Zelândia.

Opinião
Confesso que foi com algum receio que comecei esta leitura. Várias foram as opiniões que li e ouvi e estas eram bastante díspares. Ora era apontado como "O Livro do Ano", ora era criticado pelo seu conteúdo excessivamente erótico que incitava à violência sexual.
Tentei, no entanto, dar algum crédito à autora e ler este livro de mente aberta. E não me arrependi. Formei a minha própria opinião acerca do mesmo e aconselho-vos a fazer o mesmo.
Este romance é, sem sombra para dúvidas, erótico mas o seu tema é muito mais inovador. Aborda as opções sexuais de um homem adulto e consciente e ainda que não explique, neste primeiro volume de uma série de três, o porquê destas opções ficamos desde cedo a saber que estas estão relacionadas com uma infância traumática.
Aparentemente Christian Grey é o príncipe encantado que qualquer mocinha gostaria de encontrar: protector, muito bonito, pecadoramente sexy e escandalosamente rico. Mas, sob todas as camadas de luxo e sofisticação, vive um homem atormentado pelo passado que encontra no sexo, puro e duro, um escape. Para Christian Grey a única forma concebível de ter uma relação é através do sexo, nomeadamente do BDSM (aka Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo). E a ingénua (e virgem!) Anastasia Steele é a sua mais recente submissa sexual. No entanto, a relação entre ambos não vai decorrer tão previsivelmente como Christian está habituado. Anastasia nunca namorou e muito menos sabe o que é uma relação baseada num contrato sexual.
Não fiquei, de todo, chocada com os abundantes relatos sexuais do livro (e são mesmo muitos!!). As cenas de sexo parecem-me bem conseguidas pela autora, cheias de detalhes que nos fazem imaginar cada toque, cada sensação. Vários foram também as gargalhadas proporcionadas pela troca de e-mails entre os protagonistas. Anna consegue, com a sua ingenuidade, quebrar um pouco da armadura do sério homem de negócios e fazê-lo descontrair-se.
Tenho, no entanto, algumas falhas a apontar à autora e a este livro em concreto. Tida com uma fanfic da famosa série "Twilight", este é o primeiro livro publicado pela autora e demonstra ser bastante amador. Apesar da temática inovadora, a autora não conseguiu dar "corpo" ao romance a ponto de o tornar credível. Com tantas cenas de sexo pouco espaço restou para o romance. Parece-me que a autora poderia ter dedicado mais algumas linhas a criar uma história de amor. Outra parte que me desiludiu bastante foi a linguagem. O vocabulário é bastante pobre e algumas expressões bastante infantis: a tão mencionada "Deusa interior" de Anastasia tornou-me a leitura bastante irritante! Apesar destas críticas, a autora conseguiu chamar a minha atenção e provavelmente irei ler os dois restantes volumes desta trilogia, com a esperança que a autora melhore com a experiência.

Chá Das Cinco - Irmãos de Sangue (Opinião)


Nora Roberts

















Na pacata cidade de Hawkins Hollow, três amigos que partilham a mesma data de aniversário fogem para os bosques para uma noite de divertimento. Mas o que era apenas uma brincadeira rapidamente se transforma num pesadelo quando o juramento de irmãos de sangue que fazem liberta uma maldição de trezentos anos. Vinte e um anos depois, Cal Hawkins e os seus amigos assistem a uma semana de tragédias inexplicáveis que assombram a sua cidade, e que se repete a cada sete anos. Quinn, uma famosa jornalista, está decidida a descobrir a maldição que paria sobre Hollow e, apesar dos protestos de Cal, fará tudo para desvendar esse mistério. Mas quando os primeiros sinais malévolos voltam a surgir, não é apenas a sua terra que Cal tem que proteger, mas também o seu coração


Opinião
Já perdi o conto ao número de romances de Nora Roberts que já li e esta consegue surpreender-me sempre. A única coisa que já não me surpreende nos seus livros é a capacidade da autora para agarrar os leitores às suas páginas. Mais uma vez, dei por mim colada a este livro, incapaz de interromper a leitura.
Tido como o primeiro volume de uma trilogia, este romance vem apenas apresentar o início de uma batalha contra o Mal. Tudo começa quando três amigos decidem comemorar o seu aniversário com um pacto de amizade. Mas tudo corre mal quando, inadvertidamente, libertam um monstro. Cal, Fox e Gage serão, 21 anos depois, os responsáveis por derrotar o mal que, desde então, tem vindo a assombrar a sua cidade. Ainda que por vezes andem às turras (o que é hilariante!), a amizade entre eles resistiu ao passar dos anos e, ao que tudo parece, é essa amizade que lhes vai permitir vencer.
Ao género de outros romances paranormais da autora, deparamos-se com uma história bem elaborada e em que, ao contrário de muitos livros paranormais recentemente lançados, não parece uma história excessivamente absurda ou descabida.
As personagens são marcantes e bem construídas, cheias de humor. Desde o início que nos apercebemos dos "pares" delineados pela autora para a trilogia. Os protagonistas deste primeiro volume são Cal e Quinn que desempenham momentos muito divertidos mas também muito sensuais. A autora habituou-nos a uma espécie de sedução "inteligente" em que, mais do a atracção física, se nota uma atracção de mentes.
Apesar da ameaça sombria que paira sobre os moradores de Hollow, este romance consegue ser também muito divertido. Várias foram as cenas em que dei por mim a rir à gargalhada.
Tenho apenas a  apontar o fim abrupto do romance. Achei-o um pouco precipitado e dei por mim incrédula quando virei a página e reparei que se ficava por ali. Talvez a autora quisesse apenas manter o suspense para o próximo volume da trilogia mas eu acho que poderia tê-lo feito sem deixar os leitores "pendurados".

Dom Quixote - D'este viver aqui neste papel descripto - Cartas da Guerra (Opinião)

António Lobo Antunes



















"As cartas deste livro foram escritas por um homem de 28 anos na privacidade da sua relação com a mulher, isolado de tudo e de todos durante dois anos de guerra colonial em Angola, sem pensar que algum dia viriam a ser lidas por mais alguém. Não vamos aqui descrever o que são essas cartas: cada pessoa irá lê-las de forma diferente, seguramente distinta da nossa. Mas qualquer que seja a abordagem, literária, biográfica, documento de guerra ou história de amor, sabemos que é extraordinária em todos esses aspectos (...) Este é o livro do amor dos nossos pais, de onde nascemos e do qual nos orgulhamos. Nascemos de duas pessoas invulgares em tudo, que em parte vos damos a conhecer nestas cartas. O resto é nosso."
Maria José Lobo Antunes
Joana Lobo Antunes


Opinião
Este era um livro que há muito desejava ler. Finalmente decidi-me a comprá-lo e não me arrependo de o fazer.
António Lobo Antunes é um autor bastante reconhecido (foi este ano nomeado para Prémio Nobel da Literatura!) e era grande a curiosidade em ler alguma obra do autor. Confesso que tentei ler o Hei-de Amar Uma Pedra mas não se revelou tarefa fácil pelo que decidi começar pelo princípio, literalmente.
Demorei, no entanto, vários meses a acabar de o ler. Não porque se tenha revelado aborrecido. Antes pelo contrário. São "Cartas da Guerra" mas facilmente se poderiam intitular de "Cartas de Amor" pois é isso que na realidade são. Cartas de um homem apaixonado à sua esposa grávida no desespero criado pela distância e pela solidão.
Estas Cartas da Guerra foram enviadas por um António Lobo Antunes, casado de fresco, à sua mulher durante a Guerra do Ultramar. Durante o exílio forçado, o autor refugia-se na escrita daquele que virá a ser o seu primeiro livro e aí nos deparamos com aquelas que devem ser as dúvidas de qualquer potencial escritor perante a qualidade daquilo que escreve.
Nestas cartas apercebemos-se, também, dos diferentes estados de espírito que o assolam o escritor: ora conformado com a situação em que se encontra, ora levado ao desespero pela saudade e pela crueldade inerente à guerra.
São-nos "descriptas" as realidades de uma África em guerra. As dificuldades passadas pelos combatentes mas também a cultura indígena africana, rica em superstições.
Ao longo deste livro são várias as referências que o autor faz aos livros. Aqueles que já leu, aos que está a ler e àqueles que deseja que lhe enviem. A literatura parece ser, a par da escrita, um refúgio.
Apreciei bastante as imensas referência literárias que Lobo Antunes vai fazendo, ainda que nem sempre concorde com as mesmas. Partilho com ele a admiração pela obra "Cem Anos de Solidão" de Gabriel García Márquez, publicada poucos anos antes.
Depois desta leitura sinto-me tentada a ler outros livros do autor, principalmente Memórias de Elefante e Cus de Judas, os primeiros romances publicados pelo autor e profundamente marcados pelos momentos que nos são "descriptos" ao longo destas cartas.


Excertos

"De todos estes sul americanos o melhor é mesmo Os Cem Anos de Solidão,o mais rico de invenção, o mais barroco e o mais louco."

"Somos de resto tão pouco inteligentes quando amamos..."