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O Caderno de Maya

Isabel Allende



Um passado que a perseguia. Um futuro ainda por construir. E um caderno para escrever toda uma vida.









«Sou Maya Vidal, dezanove anos, sexo feminino, solteira, sem namorado por falta de oportunidade e não por esquisitice, nascida em Berkeley, Califórnia, com passaporte americano, temporariamente refugiada numa ilha no sul do mundo. Chamaram-me Maya porque a minha Nini adora a Índia e não ocorreu outro nome aos meus pais, embora tenham tido nove meses para pensar no assunto. Em hindi, Maya significa "feitiço, ilusão, sonho", o que não tem nada a ver com o meu carácter. Átila teria sido mais apropriado, pois onde ponho o pé a erva não volta a crescer.» 


Críticas de imprensa
 
«Um livro para pôr os pés na terra e voar com a imaginação.»
Fnac.es
 
«Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende.»
Cosmopolitan
 
«A escrita de Isabel Allende é (…) criativa, divertida e convincente. As suas personagens são fascinantemente detalhadas e humanas.»
People
 
«Instantaneamente sedutora, luxuosamente sensual e descaradamente romântica.»
Chicago Sun-Times

O Plano Infinito

Isabel Allende

















Gregory Reeves é um «gringo» que parece navegar pelo mar da marginalidade dos «hispanos» da Califórnia. Do seu pai, um doutor em ciências divinas que durante a Segunda Guerra Mundial percorreu todos os Estados Unidos a bordo de um camião, herdou esse «plano infinito», convertido numa pesquisa pessoal que o conduz através da pobreza, do activismo político, da revolução sexual e dos traumas da guerra do Vietname. Tudo inscrito num relato harmonioso e de grande intensidade argumental, que proporciona uma visão panorâmica da sociedade norte-americana da segunda metade do século XX.

Opinião:
Excelente como todos os livros da autora que li até agora.
No "Plano Infinito" ninguém é perfeito. As personagens são reais, com defeitos e virtudes. Fazem muitas vezes escolhas erradas ignorando que são essas mesmas escolhas que os afastam da tão desejada felicidade. Através de uma sucessão de erros e acertos que percorrem largas décadas, um a um, todos encontram o seu "Plano Infinito".

Retrato a Sépia

«Se não fosse pela minha avó Eliza, que veio de longe iluminar os recantos sombrios do meu passado, e por estes milhares de fotografias que se acumulam na minha casa, como poderia contar esta história? Teria de a forjar com a imaginação sem outro material além dos fios evasivos de muitas vidas alheias e de algumas lembranças ilusórias. A memória é ficção. Seleccionamos o mais brilhante e o mais escuro, ignorando o que nos envergonha, e assim bordamos a larga tapeçaria da nossa vida.»
Aurora in Retrato a Sépia

A Casa dos Espíritos

Isabel Allende



Um best-seller e um sucesso da crítica na Europa e na América Latina, A Casa dos Espíritos é um épico magnífico à família Trueba - os seus amores, as suas ambições, as suas buscas espirituais, as suas relações e a sua participação na história do seu tempo, uma história que se torna destino e que os surpreende a todos.
Começa - no virar do século, num país da América do Sul sem nome - na casa de infância da mulher que se tornará a mãe e a avó do clã, Clara del Valle. Uma rapariga de coração bondoso e hipersensível, Clara foi distinguida desde tenra idade com capacidades telepáticas - consegue ler a sorte, mover objectos como se tivessem vida própria e prevê o futuro. A seguir à morte misteriosa da sua irmã, Rosa a Bela, Clara fica muda durante nove anos, resistindo a todas as tentativas para a fazer falar. Quando quebra o silêncio é para anunciar que se irá casar em breve.
O seu futuro marido é Esteban Trueba, um homem severo e obstinado, dado a acessos de raiva e assombrado por uma profunda solidão. Aos trinta e cinco anos regressa à capital para visitar a sua mãe moribunda e encontrar uma esposa. Foi em tempos o noivo de Rosa e a sua morte marcou-o tão profundamente como a Clara. Ele é o homem que Clara previu que se iria tornar seu marido. Por seu lado, Esteban irá conceber uma paixão por Clara que durará o resto da sua longa e rancorosa vida.
Acompanhamos este casal logo que se mudam para uma casa extravagante que ele constrói para ela, uma estrutura que todos chamam de "a casa grande da esquina", que cedo é povoada pelos amigos espiritualistas de Clara, artistas que patrocina, os casos de caridade pelos quais se interessa, pelos camaradas políticos de Esteban e, acima de tudo, pelas crianças: Blanca, uma rapariga prática e retraída que irá manter, para fúria do seu pai, uma relação para a vida com o filho do seu capataz; e os gémeos, Jaime e Nicolás, o primeiro solitário e taciturno, que se torna médico dos pobres e desafortunados e o segundo um playboy, um diletante das religiões orientais e das disciplinas míticas, e na terceira geração a filha de Blanca, Alba (a família não irá reconhecer o verdadeiro pai durante anos, tão grande é a fúria de Esteban), uma criança que irá ser acarinhada, mimada e educada por todos eles.
Por toda a sua boa sorte, pelos seus talentos naturais (e sobrenaturais), pelos fortes laços que os unem uns aos outros, os habitantes da "casa grande da esquina" não são imunes às grandes forças do mundo. Ao bater do século XX, à medida que Esteban se torna mais cortante na sua oposição ao comunismo, à medida que Jaime se torna amigo e confidente do líder socialista conhecido como "O Candidato", à medida que Alba se apaixona por um estudante radical, os Truebas tornam-se actores - e vítimas - numa trágica série de eventos que dá a A Casa dos Espíritos uma ressonância e significado mais profundos.
Esta é a realização suprema deste romance esplêndido que nos faz sentir membros desta grande, apaixonada (e, por vezes exasperante) família, a quem nos ligamos como se da nossa própria família se tratasse.
No panorama da actual literatura hispano-americana, nenhum nome de mulher tinha conseguido até agora ocupar um lugar cimeiro. Faltava pois uma romancista. A impecável desenvoltura estilística, a lucidez histórica e social e a coerência estética, patentes em A Casa dos Espíritos fazem do primeiro romance de Isabel, um livro inesquecível.

Retrato a Sépia

Isabel Allende



Retrato a Sépia fecha uma espécie de trilogia que atravessa 200 anos da história do Chile e as memórias pessoais da autora, iniciada com A Casa dos Espíritos e continuada com Filha da Fortuna, fazendo como que uma ponte entre estes dois, já que a acção se desenrola entre 1860 e 1910.
Aurora nasceu em São Francisco, Califórnia, em finais do século XIX. Aí viveu e cresceu confortavelmente com a avó, Paulina del Valle, até que, por volta dos trinta anos, decidiu partir à procura do seu passado. E muitas vezes são as fotografias, que ela tanto amava, que a ajudam a descobrir a realidade. Com a história do Chile como pano de fundo, a narrativa avança, feita de paixões e ódios, traições e mortes, viagens, descobertas. As mulheres lutam pelos direitos que não querem dar-lhes, os amores muitas vezes são contrariados, os homens acabam numa imagem difusa, uma lembrança.



"Diz que cada livro seu é uma história que cresce dentro dela como um filho, nasce com o seu esforço e dedicação, e depois deixa de lhe pertencer. Retrato a Sépia é mais um anunciado best-seller de Isabel Allende, o último elo da trilogia com que atravessa duzentos anos de história do Chile." 
Público, suplemento "Mil Folhas"

A Filha da Fortuna

Isabel Allende



Eliza Sommers é uma jovem chilena que vive em Valparaíso em 1849, ano em que se descobre ouro na Califórnia. O seu amante, Joaquín Andieta, parte para o Norte decidido a fazer fortuna e ela decide segui-lo.
A viagem infernal, escondida no porão de um veleiro, e a procura do amante numa terra de homens sós e de prostitutas atraídos pela febre do ouro, transformam a jovem inocente numa mulher fora do comum. Eliza recebe ajuda e afecto de Tao Chi’en, um médico chinês que a amparará ao longo de uma viagem inesquecível pelos mistérios e contradições da condição humana. Filha da Fortuna é o retrato palpitante de uma época marcada pela violência e pela cobiça, onde os protagonistas redescobrem o amor, a amizade, a compaixão e a coragem. Neste seu ambicioso romance, Isabel Allende descreve um universo fascinante, povoado de estranhas personagens que, como tantas outras da autora, ficarão para sempre na memória e no coração dos seus leitores.