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O Retrato de Dorian Gray

Oscar Wilde





«Basil Hallward é aquilo que eu penso de mim; Lord Henry, o que o mundo pensa de mim; Dorian é o que eu gostaria de ser noutra época, talvez.» 











Esta afirmação de Oscar Wilde tem validado muitas das interpretações autobiográficas que se fazem de O Retrato de Dorian Gray. Alguns críticos, não satisfeitos com o desdobramento do autor nas três principais personagens masculinas da obra, empenharam-se em lê-la como um roman à clef. Lançaram-se numa caça aos originais de Dorian Gray e Basil Hallward entre o círculo de amigos de Oscar Wilde, tomando o romance por aquilo que Wilde explicitamente pretendia que não fosse: uma imitação da vida

Pensamentos

Oscar Wilde



















«Possuo os gostos mais simples», comentou certa vez Oscar Wilde, «fico sempre satisfeito com o melhor.»
Neste livro os leitores irão encontrar uma selecção de comentários de Oscar Wilde sobre arte, natureza humana, moral, sociedade, política, história e vários outros temas. Epigramas, aforismos e citações — retirados das várias peças de Wilde, dos seus ensaios, romances e ainda de conversas, artigos e cartas — configuram um pensamento sofisticado sob uma aparência paradoxal, divertida ou provocadora.
Como escreveu J. L. Borges: «Lendo e relendo Wilde ao longo dos anos, reparo num facto de que os seus admiradores não parecem sequer ter suspeitado: o facto comprovado e elementar de que Wilde quase sempre tem razão (…) Oscar Wilde é um desses escritores privilegiados que existem sem necessitarem de aprovação dos críticos, nem sequer dos leitores. O prazer que retiramos da sua companhia é irresistível e constante.»
 
Fonte: .http://relogiodaguaeditores.blogspot.com/