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Anna Karénina - Lev Tolstoi

Ansiosa por começar a ler!
Gosto particularmente destas edições da Relógio d'Água, sobretudo esta que é de capa dura. A imagem também é linda! :)

Já alguém leu? O que acharam? 



O Retrato de Dorian Gray

Oscar Wilde





«Basil Hallward é aquilo que eu penso de mim; Lord Henry, o que o mundo pensa de mim; Dorian é o que eu gostaria de ser noutra época, talvez.» 











Esta afirmação de Oscar Wilde tem validado muitas das interpretações autobiográficas que se fazem de O Retrato de Dorian Gray. Alguns críticos, não satisfeitos com o desdobramento do autor nas três principais personagens masculinas da obra, empenharam-se em lê-la como um roman à clef. Lançaram-se numa caça aos originais de Dorian Gray e Basil Hallward entre o círculo de amigos de Oscar Wilde, tomando o romance por aquilo que Wilde explicitamente pretendia que não fosse: uma imitação da vida

A Trilogia de Nova Iorque

Paul Auster



















A Trilogia de Nova Iorque:
Cidade de Vidro, Fantasmas e O Quarto Fechado à Chave, constituem os três andamentos de uma sinfonia única, neste que continua a ser, tantos anos depois, o livro mais emblemático do autor. São três fascinantes histórias de mistério, centradas no submundo de Nova Iorque, em que o leitor, tal como os personagens, se torna prisioneiro dos irresistíveis enredos, dos puzzles alucinantes, em que o autor é mestre incontestado. 


Críticas de Imprensa:
"Uma absorvente combinação de Tom Wolfe com Raymond Chandler..." 
Sunday Telegraph

O Coração Das Trevas

Joseph Conrad






Uma obra maior, não só na produção literária de Conrad, mas na literatura universal.











Grande obra de um dos grandes autores de todos os tempos.
Hoje, tomado de assalto por um aluvião de estudiosos e uma infinidade de admiradores boquiabertos, torna-se difícil falar dele. Uso como desculpa um velho provérbio húngaro (“Qualquer bocadinho acrescenta, disse o rato, e fez chichi no mar”) para prevenir quem ler esta prosinha que Conrad, no seu melhor, é um dos grandes autores de todos os tempos e O Coração das Trevas um altíssimo e terrível livro, um conto (os contos ingleses, na sua época, eram compridíssimos) cheio de portas por onde entrar e nenhuma para sair, onde se caminha, página a página, no interior de um nevoeiro deslumbrante, construído em torno de Kurtz, criatura que quase não aparece e pouco fala e, no entanto, é o eixo em torno do qual toda a narrativa gira.
Denúncia do colonialismo, texto político, parábola da angústia do homem no tempo, relato da humanidade truncada, etc., pode bordar-se indefinidamente por cima do que Conrad fez.
Prefaciado por António Lobo Antunes.
 

Desgraça

J. M. Coetzee





"Desgraça valeu a J. M. Coetzee o seu segundo Booker Prize, em 1999. É um romance sombrio, da África do Sul pós-apartheid."











David Lurie, 52 anos, professor universitário na Cidade do Cabo, é expulso da Universidade por causa de um affair sexual com uma aluna. Decide então ir viver para a quinta da sua filha Lucy, uma ex-hippy que se convertera à terra. É ela que trata da herdade e tenta viver o melhor que pode a sua relação com os vizinhos negros. A determinada altura, a quinta é assaltada por três homens que violam Lucy, fecham o pai na casa-de-banho, vandalizam a casa e pegam-lhe fogo. O mundo de David Lurie desaba por completo. Como irá ele sobreviver-lhe?
Apesar de passado na África do Sul e de alguns dos episódios descritos nos trazerem à memória a actual crise do Zimbabwe, da qual o romance foi como que uma espécie de presságio, Desgraça é uma metáfora ácida sobre o mundo dos nossos dias escrito sem moralismos de qualquer espécie.

Reviver o Passado Em Brideshead

Evelyn Waugh






«I have been here before...»












O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, Reviver o Passado em Brideshead, recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.

Moby Dick

Herman Melville



















Mas Ahab, quando se dirige à tripulação apelando para que o ajudem na sua demanda vingativa de caçar e matar a invencível Moby Dick, a branca baleia-leviatã, consegue reunir todos à sua volta, incluindo Starbuck, o relutante primeiro-oficial. Independentemente do grau da sua culpa (a escolha da tripulação era livre, ainda que apenas a recusa geral pudesse detê-lo), é melhor pensar no capitao do Pequod como num protagonista trágico, muito próximo de Macbeth e do Satanás de Milton. Na sua obsessão visionária, Ahab tem em si algo de quixotesco, apesar da sua dureza não ter nada em comum com o espírito de jogo do Quixote.
Harold Bloom, em Moby Dick de Herman Melville

Middlemarch

George Eliot



















"Middlemarch" (1871-72) é o mais importante romance saído do período vitoriano. Nele, George Eliot aborda todos os temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, carácter, sociedade e relações humanas.
Entre as suas personagens estão algumas das mais notáveis da literatura inglesa: Dorothea Brooke (a heroína), Rosamond Vincy (bela e egoísta), Edward Casaubon (o estudioso), Tertius Lydgate (um médico brilhante de duvidosa moralidade), Will Ladislaw (o artista) e Fred Vincy e Mary Garth (namorados de infância).


«"Middlemarch" é a sua [de George Eliot] mais subtil análise da imaginação moral, possivelmente a mais subtil que alguma vez foi conseguida na prosa de ficção.» 

«George Eliot, tal como Emily Dickinson ou Blake, e tal como Shakespeare, repensou tudo para si mesma de uma ponta a outra. Ela é o romancista como pensador (não como filósofo), e frequentemente deturpamo-la porque menosprezamos a força cognitiva que ela traz às suas perspectivas.» 

«O romance canónico, no verão da sua existência, pode ter atingido o seu Sublime em Middlemarch, cujo efeito sobre os leitores se mantém “incalculavelmente difusivo”.»
Harold Bloom

O Conde de Monte Cristo

Alexandre Dumas



















A história de um homem bom a quem roubam a liberdade e o amor. Um homem que regressará coberto de riquezas, vingador impiedoso e infalível, para além de toda a lei humana ou divina. Edmond Dantés quer reaver a mulher que amara, vingar-se dos seus inimigos, desafiar o destino…

Grande obra de um dos romancistas mais populares em todo o mundo, Alexandre Dumas é o mais célebre dos ficcionistas românticos franceses, autor de Os Três Mosqueteiros e A Tulipa Negra, entre outros.

«Quem disse que não vale a pena ler ou reler os clássicos? O Conde de Monte-Cristo é um dos absolutamente obrigatórios. As Publicações Europa-América fazem agora a reedição deste romance num exemplar de quase mil páginas que se lêem num abrir e fechar de olhos.»
24 Horas

Um romance imortal. Um filme extraordinário do realizador de Robin Hood: Princípe dos Ladrões com Jim Caviezel, Guy Pearce e Richard Harris.

Lolita

Vladimir Nabokov







"Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade, meu pecado, minha alma. Lo-li-ta".









Esta é uma das obras mais conhecidas e controversas do século XX e conta a história de Humbert Humbert, um professor universitário enfadonho e de meia-idade. A sua obsessão por Lolita de 12 anos suscita algumas dúvidas relativamente ao seu carácter: estará ele apaixonado ou tratar-se-á de um louco? Um poeta eloquente ou um pervertido? Uma alma torturada e sofrida ou um monstro? Ou será que Humbert Humbert não será apenas uma mistura de todas estas personagens?
Lolita é certamente o romance mais conhecido de Nabokov, mas também por se tratar de uma obra-prima que provocou, à data da sua publicação, um enorme escândalo pela forma como o autor tratava o tema de uma paixão entre um homem maduro e uma adolescente provocante.
Hoje, que essa aura de escândalo parece ter-se dissipado, o livro, publicado originalmente em 1955, vale por aquilo que é: um verdadeiro clássico da literatura do século XX. 


Críticas de Imprensa
«A única, verdadeiramente convincente, história de amor do nosso século.»
Vanity Fair 

«Intensamente lírica e incrivelmente divertida.»
Time

«Lolita é divertida, subversiva e aos mesmo tempo divinal…»
Martin Amis, The Observer

«Vladimir Nabokov foi um dos mais imaginativos e realizados escritores do século.»  
The New York Times

A Letra Escarlate

Nathaniel Hawthorne



















Numa época de costumes severos e onde a transgressão é motivo de desprezo público, Hester Prynne é condenada a usar ao peito, durante toda a sua vida, a forma escarlate e bordada com linhas douradas de uma letra A. De adultério. É esse o símbolo da sua vergonha, juntamente com a criança que a denuncia. Mas, marcada ou não, a vida continua e, enquanto Hester guarda o segredo da identidade do homem que concebeu a sua filha, e a pequena Pearl cresce na sua estranha natureza, a estranha figura de Roger Chillingworth assombra e atormenta o aparentemente santo reverendo Dimmesdale.
Este não é um livro de leitura fácil. Com detalhadas descrições não só dos costumes, mas até dos traços distintivos de cada personalidade, a história decorre a um ritmo bastante pausado e as revelações que contém, os laços fortes (ainda que invisíveis) que unem os intervenientes nesta história de pecado e julgamento, são lentamente reveladas por entre um retrato preciso e pormenorizado das diferentes feições da natureza humana. Há uma certa demora em explorar os traços da natureza de cada personagem, e as circunstâncias que causaram a sua mudança. A crueldade quase monstruosa, marca de uma vingança fria, é quase palpável na natureza de Roger Chillingworth. Em Dimmesdale, por sua vez, é intenso e envolvente o tormento da sua culpa. Mas é na dupla natureza de Pearl, tão estranha nas suas oscilações de personalidade que dúvidas surgem quanto à humanidade da sua natureza, que o verdadeiro antagonismo entre bem e mal, culpa e redenção se representa.
É esta intensidade, esta força de personalidades que se antagonizam e se entrelaçam num destino irreversível que torna este livro tão fascinante. Todos os detalhes que vão sendo acrescentados dão forma à força da mão invisível que comanda o destino final de cada um dos intervenientes. E, quando por fim, a escalada de culpa e de vingança culmina no seu ponto final, uma conclusão tão intensa quanto reveladora na força da sua mensagem, é inevitável uma certa compaixão para com personagens que, quando finalmente parecem ter o que desejam ao alcance, acabam por encontrar um destino bem diferente.

Fonte: http://asleiturasdocorvo.blogspot.com 

O Cão dos Baskervilles

Arthur Conan Doyle



Há cinco séculos que o Solar dos Baskerville alberga a família Baskerville. Quando o senhor da casa, Hugo Baskerville, aparece morto, com indícios de ter sido atacado selvaticamente por um animal, surge a lenda de que a propriedade é habitada por um cão negro, diabólico, que lança fogo pelos olhos e pela boca. Todos temem o terrível animal, e quem se atreve a aproximar-se da charneca junto ao solar onde a besta domina, morre. E é o que acontece a Sir Charles Barkerville, que aparece morto. A morte é desde logo atribuída ao cão que espalha o terror pelas redondezas. O novo senhor do Solar, Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles, decide então recorrer a Sherlock Holmes para resolver o mistério que envolve a morte do tio. Com a sua habitual argúcia, Holmes parte para o Solar, juntamente com o inseparável Doutor Watson, para procurar descobrir o misterioso animal e tentar impedi-lo de matar mais alguém, pois o perigo espreita em todo o lado.

As Vinhas da Ira

John Steinbeck



No resumo da edição portuguesa lê-se: "As Vinhas da Ira é um romance sobre a dignidade humana em condições desesperadas."
É a história de uma família de agricultores de Oklahoma que migram para a Califórnia em busca de trabalho durante a Grande Depressão. Entre 1930 e 1939, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa, e provocaram o êxodo de muitos deles para Oeste, nomeadamente para a Califórnia, em busca de trabalho.
Em As Vinhas da Ira, a família Joad encontra-se nesta viagem à procura de uma nova vida com milhares de migrantes que se deslocam pelos mesmos motivos. Todos em velhos camiões.
E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina.
Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estóica de uma mulher.
As Vinhas da Ira é um marco da literatura norte-americana.

África Minha

Karen Blixen (sob o pseudónimo de Isak Dinesen)




‘Quando era rapariguinha estava bem longe de pensar ir um dia para África, e nem sonhava sequer que uma quinta em África fosse um lugar em que poderia sentir-me perfeitamente feliz’’.
Karen Blixen Karen Blixen partiu para o Quénia, em 1914, para dirigir uma plantação de café. Em 1931, a falência do projecto, levou-a a regressar à Dinamarca onde escreveu um livro relatando as suas experiências.
‘‘África Minha’’ é uma celebração da sua vida no Quénia, dos amores que aí teve, da sua solícita amizade com os povos da região e da relação com a paisagem e os animais. Uma obra que termina com uma enorme sensação de perda e que é uma das mais belas narrativas sobre África.
África Minha foi transposto para o cinema em 1986 por Sidney Pollack e acabou por vencer sete Óscares da Academia.

“Quando se sobrevoam os planaltos africanos, desfruta-se de um panorama deslumbrante: extraordinárias combinações e cambiantes de luz e de cor, o arco-íris sobre a terra muito verde banhada de sol, nuvens gigantescas acasteladas e grandes tempestades selvagens e negras giram em nosso redor numa dança ou numa louca corrida. Aguaceiros violentos cortam obliquamente o ar. Não existem palavras para descrever esta experiência e, com o tempo, ter-se-ão de inventar novos vocábulos para a descrever.”
in “Africa Minha” de Karen Blixen [Relógio D’Água]

Bonjour Tristesse

Françoise Sagan



O romance BonjourTristesse surpreendeu toda a gente pelo seu apuro formal e a sua solidez narrativa, situando-o na tradição do romance psicológico francês.
A sua prosa contida, seca e austera faz lembrar a dos maiores nomes da literatura francesa. No entanto, dentro dos limites da forma clássica, Françoise Sagan expressa um amoralismo e um tédio precoce em relação a um mundo com que muitos dos seus leitores se identificaram. Fortemente influenciada pelas primeiras obras de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Sagan criou personagens cujas vidas são marcadas pela solidão, por um sentido agudo da passagem do tempo e especialmente pelo tédio. A sua ocupação principal é a busca do prazer, mas são continuamente decepcionadas pelo carácter efémero de todos os prazeres, de todas as relações humanas. Evitando qualquer tipo de grandiloquência, Françoise Sagan apresenta em Bonjour Tristesse uma visão da realidade que é fundamentalmente crua e descomprometida.
Em 1953, aos 18 anos de idade, a jovem que viria a ser conhecida como Françoise Sagan foi reprovada em exames prestados na Sorbonne, em Paris. Durante as férias de Verão daquele ano, refazendo-se da frustração, passou várias semanas a escrever o seu primeiro romance, Bonjour Tristesse, publicado em 1954.
O livro fez um sucesso extraordinário, e a autora, cercada de enorme publicidade, transformou-se em uma espécie de porta-voz de uma geração entediada e desiludida de jovens franceses do pós-guerra. O livro, de facto, embora tenha a sua trama situada na Riviera francesa, ecoa o estado de espírito das caves parisienses, onde se praticava o «comportamento existencialista».
O lançamento da edição americana em 1955 ampliou internacionalmente o sucesso do romance, que adquiriu um renome ainda maior ao ser adaptado para o cinema em 1957. Dirigido por Otto Preminger, o elenco do filme era composto por David Niven, Deborah Kerr e Jean Seberg.

Beloved

Toni Morrison



Publicado em 1987 e vencedor do Prémio Pulitzer de 1988, a obra-prima de Toni Morrison decorre num Ohio pós-Guerra da Secessão, um local que ofereceu a Morrison «uma fuga aos ambientes negros estereotipados… nem ghetto nem plantação de escravos».

 
Beloved
é a história de uma antiga família de escravos: Sixo, que «deixou de falar inglês porque não via nisso qualquer futuro»; Baby Suggs, que faz do coração o seu modo de vida porque «rebentou com as pernas, costas, cabeça, olhos, mãos, rins, ventre e língua»; Halle, o filho mais novo de Baby, que se deixa alugar para comprar a liberdade da mãe; Sethe, a mulher de Halle; e a filha de ambos, Denver. O romance centra-se em Sethe e no legado que o tempo de escravatura lhe deixou – o fantasma da sua primeira filha, Beloved –, pelo qual é, literalmente, assombrada.
Numa engenhosa combinação de alegoria, fantasia, lenda oral, mito e prosa de tonalidade poética, Beloved é um poderoso romance de redenção que cria vida a partir da morte, instinto maternal a partir da crueldade e a história que fora esquecida a partir do silêncio.

O Fardo do Amor

Ian McEwan



Num ventoso dia de Primavera, um balão de ar quente é arrastado pelo vento com um rapaz no interior do cesto. Na tentativa de salvar a criança, várias pessoas se aproximam. Jed Parry é um dos estranhos que se junta a Joe Rose para tentar ajudar o rapaz. Sem Joe se aperceber, algo de estranho se passa entre ambos nesse dia - algo que gera uma tal obsessão em Jed, que porá à prova o racionalismo científico de Joe, ameaçará o amor da sua mulher Clarissa, e o obrigará a tomar medidas desesperadas para proteger a própria vida.
Ian McEwan escreve magistralmente sobre o perigo e a vulnerabilidade humana - mas nunca o tinha feito de uma forma tão acutilante e absorvente como nesta obra. Terrivelmente verosímil e de leitura compulsiva, este é um romance de amor, fé e suspense, que mostra como a vida de um homem comum se pode transformar radicalmente de um dia para o outro, conduzindo-o ao limiar do crime e da loucura.

1984

George Orwell



O escritor britânico George Orwell (1903-1950) escreveu duas brilhantes sátiras ao totalitarismo, que se viriam a tornar clássicos da literatura. Animal Farm - O Triunfo dos Porcos (1945), uma fábula animal moderna em que atacava o totalitarismo estalinista, a da célebre frase « Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que outros», que desde então se tornou amplamente citada; e 1984, publicado um ano antes da sua morte, uma "utopia negativa", visão de uma sociedade futura com um estado totalitário e burocrático, que espia de forma abusadora todo e qualquer movimento dos cidadãos. «Big Brother is watching you». Como Deus, o Grande Irmão é omnipresente e vê-nos onde quer que estejamos, sejam momentos públicos ou íntimos.
Winston Smith, o herói do romance, é funcionário do Ministério da Verdade, onde se dedica a "corrigir" os factos históricos ao sabor das conveniências do Partido. Porque «Quem controla o passado, controla o futuro: e quem controla o presente, controla o passado», como diz o slogan partidário. Mas Winston Smith corre um grave risco, porque a sua memória ainda funciona. E ele sabe que a imagem do Estado e do Partido são uma ficção, que os cidadãos são controlados através da mentira. E a Polícia do Pensamento, que quase consegue ler a mente dos indivíduos, sabe que ele sabe. E ainda por cima Winston apaixona-se por Júlia, um amor que é proibido. Entra então para uma organização que se chama a Irmandade, para combater o Partido. Como conseguirão iludir as câmaras, os "olhos" do Grande Irmão?

A Montanha Mágica

Thomas Mann



História mágica ou filosófica, romance histórico ou de formação, narrativa sobre o tempo ou viagem interior de um jovem alemão honrado e ávido de experiências, este romance envolve e enreda o leitor em teias mágicas que não mais o libertarão, entre a sátira e a seriedade, o humor e a ironia, a luz e o niilismo, numa sinfonia contra-pontística em que liberalismo e conservadorismo, decadência e sublimação, doença e saúde, espírito e natureza, morte e vida, honra e volúpia se sucedem num torvelinho que só a Primeira Guerra Mundial conseguirá dissipar. 
Quando as fundações da Terra e da montanha mágica começam a tremer, quando o mundo hermético feito de tédio, torpor e exasperação começa a abalar, por acção do trovão e do enxofre, das baionetas e dos canhões, é que o arganaz adormecido esfrega os olhos e começa a endireitar-se, saindo da sua tenaz hibernação, expulso do seu reino e dos seus sonhos, salvo e liberto, depois de quebrado tão longo e mágico encanto.

Prémio Nobel de Literatura de 1929

Possessão

Uma História de Amor
A. S. Byatt



Dois investigadores universitários estudam as vidas dos poetas victorianos Randolph Henry Ash e Christabel LaMotte. Enquanto pesquisam a sua vida turbulenta, uma estranha e perturbadora ligação ancorada numa correspondência de paixões e ideias começa a surgir. Uma extraordinária e entusiasmante mistura de mistério, história de amor e sátira da vida universitária.